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Política

Candidato mais rico do país é acusado de estelionato

João Pinheiro (PRTB), que concorre à Prefeitura de Marília (SP), não cumpriu um contrato feito com uma empresa dos EUA

Candidato à Prefeitura de Marília (SP), João Pinheiro (PRTB) é dono da empresa Sugar Brazil | Foto: Reprodução/Instagram
Candidato à Prefeitura de Marília (SP), João Pinheiro (PRTB) é dono da empresa Sugar Brazil | Foto: Reprodução/Instagram

João Pinheiro (PRTB), candidato à Prefeitura de Marília (SP), é acusado de descumprir um contrato no valor de R$ 36,9 milhões. Andrew Choi, empresário do ramo açucareiro dos Estados Unidos, registrou um boletim de ocorrência contra ele por estelionato.

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Pinheiro declarou R$ 2,8 bilhões em bens à Justiça Eleitoral. O valor é quase 80% maior do que o orçamento de 2024 da Prefeitura de Marília. Ele é o candidato mais rico do Brasil. 

Choi disse à polícia que fez um contrato com a empresa de Pinheiro, a Sugar Brazil, e pagou, de forma antecipada, R$ 11 milhões (30% do valor do contrato). Ele comprou 20 mil toneladas de açúcar. No entanto, segundo o registro, a empresa de Pinheiro não entregou a carga.

Choi disse que Pinheiro, o candidato mais rico do Brasil, não devolve o dinheiro nem a carga

Ainda de acordo com Choi, o candidato não devolve o dinheiro nem a entrega. O empresário afirmou ao UOL que conheceu o candidato por recomendação de um colega do setor açucareiro. Além disso, veio ao Brasil duas vezes para se reunir com o candidato, a fim de fechar o negócio.

Pinheiro afirmou ao UOL que Choi chegou a ver uma carga  no Brasil e que, como o empresário não havia pago o restante do valor, não fez o embarque | Foto: Reprodução/Redes sociais
Pinheiro afirmou ao UOL que Choi chegou a ver uma carga no Brasil e que, como o empresário não havia pago o restante do valor, não fez o embarque | Foto: Reprodução/Redes sociais

“A primeira visita foi em maio de 2024”, disse Choi, ao UOL. “Fiquei pouco menos de uma semana. A segunda visita foi três semanas depois para confirmar o produto. Pinheiro me levou para uma usina de açúcar e uma fábrica de frango. Nenhum dos locais tinha meus produtos, mas ele tinha desculpas na época.”

Viagem cancelada

Choi também afirmou ter comprado passagens para vir novamente ao Brasil para acompanhar o carregamento no porto de Paranaguá (PR). No entanto, Pinheiro teria dito para ele adiar a viagem. 

“Dois dias antes da minha partida, me disse para não vir porque o açúcar não estava no porto”, disse Choi. “Desde então, não forneceu uma data de carregamento atualizada ou qualquer atualização em relação ao meu açúcar.”

Pinheiro afirmou ao UOL que Choi chegou a ver uma carga no Brasil e que, como o empresário não havia pago o restante do valor, não entregou os produtos.

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