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Política

CCJ da Câmara retoma hoje a votação da maioridade penal

Análise da PEC foi adiada depois do encerramento da sessão da comissão na terça-feira 9, a partir da abertura da ordem do dia no plenário por Motta

CCJ da Câmara
Sessão da CCJ da Câmara durante discussão da PEC da redução da maioridade penal para 16 anos | Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A votação da PEC 32/2015, que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na manhã desta quarta-feira, 10. A prorrogação da análise da proposta ocorreu depois de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ter iniciado a ordem do dia em plenário.

Com o início da ordem do dia, as comissões são encerradas para que os parlamentares possam se dirigir para a análise das pautas no plenário. Ao encerrar a sessão de terça-feira 9, o presidente da CCJ da Câmara, deputado Leur Lomanto (União-BA), convocou a sessão com a pauta única da maioridade penal.

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Coronel Assis
O deputado Coronel Assis (PL-MT), relator da PEC da redução da maioridade penal na CCJ da Câmara | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O relator da PEC, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou um parecer favorável na CCJ no fim de maio. Entretanto, a votação acabou adiada pela primeira vez depois de um pedido de vista coletivo feito por deputados de esquerda. Assim, a retomada da discussão ocorreu na terça-feira.

PEC da maioridade penal

O texto original previa a chamada “plena maioridade civil e penal” aos 16 anos, mas o relator propôs ajustes para restringir a proposta à responsabilização criminal de adolescentes. 

Na prática, se aprovada, a mudança altera o artigo 228 da Constituição Federal, que hoje estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis. Com a PEC, adolescentes a partir dos 16 anos poderão responder criminalmente como adultos.

O ponto central do parecer do relator da proposta é a defesa da admissibilidade da PEC. O parlamentar sustentou que a maioridade penal aos 18 anos não é cláusula pétrea e pode ser alterada por emenda constitucional. O parecer reconhece que, mesmo com eventual redução da maioridade penal, adolescentes responsabilizados criminalmente precisam ter garantias preservadas.

  • Reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos;
  • Torna adolescentes de 16 e 17 anos penalmente imputáveis; e
  • Permite que passem a responder criminalmente como adultos.

O texto original também previa maioridade civil e mudanças nas regras eleitorais, mas esses trechos foram retirados pelo relator.

Outro ponto abordado no voto do relator é a compatibilidade da proposta com tratados internacionais ratificados pelo Brasil. De acordo com o parecer, nem a Convenção sobre os Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas, nem a Convenção Americana de Direitos Humanos proíbem que adolescentes sejam responsabilizados criminalmente.

Segundo Coronel Assis, os tratados exigem apenas garantias específicas, como tratamento adequado, separação dos presos adultos e vedação a penas cruéis ou degradantes. Por isso, na avaliação do relator, não haveria impedimento jurídico para a redução da idade penal.

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