Centrão comemora saída de Salim Mattar

Salim Mattar sai após atritos na agenda de privatizações com o Centrão. Lideranças dizem que ele não ouvia os parlamentares e só nomeava afiliado próprio e de Doria
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Presidente da Frente Parlamentar do Brics também se articula para instituir a representação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) no Brasil | Foto: Pablo Valadares/Câmara
Presidente da Frente Parlamentar do Brics também se articula para instituir a representação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) no Brasil | Foto: Pablo Valadares/Câmara

Salim Mattar sai após atritos na agenda de privatizações com o Centrão. Lideranças dizem que ele não ouvia os parlamentares e só nomeava afilhado próprio e de Doria

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O deputado Fausto Pinato (PP-SP), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, foi um dos parlamentares com quem Salim Mattar “bateu de frente” | Foto: Pablo Valadares/Câmara
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A saída de Salim Mattar da Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia não vai deixar saudades no Centrão. Pelo contrário. Nos bastidores, lideranças do Blocão comemoram seu desembarque da equipe econômica.

O Centrão reclama que a pauta de privatizações comandada por Mattar era pouco aberta a sugestões e debates. Mas esse não foi o único motivo do entrevero entre o agora ex-secretário e lideranças políticas. Parlamentares criticam que ele cedia muitos espaços para indicados do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e não para aliados do governo.

No Centrão, dizem que “uns 50%” da decisão de Mattar em abandonar a pasta se deu após ele bater de frente com o deputado Fausto Pinato (PP-SP), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara. Em maio, o responsável pelas privatizações do governo atuou para destituir o ex-diretor-presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Johnni Hunter Nogueira.

Acontece que Nogueira era indicado de Pinato, aliado político do presidente Jair Bolsonaro. No lugar, Salim Mattar emplacou Adilson da Silva — funcionário do departamento de Armazenagem e membro do conselho de administração. O Centrão criticou a escolha, entendendo que Silva é um nome próximo de Doria. “O Salim só nomeava afilhado dele ou do Doria”, critica uma liderança do Blocão.

Pressão

Os congressistas do Centrão, entretanto, refutam que sejam os únicos responsáveis pela queda de Mattar. “Ele andou batendo de frente com todo mundo, não só com a gente [parlamentares]. As próprias corporações o perseguiram. Lembre da multa que ele recebeu da Receita Federal”, declarou um vice-líder do Blocão.

O comentário do parlamentar faz referência à condenação de Mattar na 1ª Turma da 3ª Câmara da 2ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Ele foi acusado de não recolher Imposto de Renda (IR) sobre ganhos decorrentes de aquisição de ações. Além disso, ele também sofria uma pressão grande de servidores dos Correios.

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