Governo do Rio é denunciado por superfaturar cestas básicas

Ministério Público do Estado investiga Fundação Leão XXIII pela compra de kits que custaram quase R$ 22 milhões sem licitação.
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Cestas básicas do Mutirão Humanitário do governo do Rio estão sob investigação do MP | Foto: Rafael Campos/Governo do Estado do Rio de Janeiro
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Ministério Público do Estado investiga Fundação Leão XXIII pela compra de kits que custaram quase R$ 22 milhões sem licitação

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Cestas básicas do Mutirão Humanitário do governo do Rio estão sob investigação do MP | Foto: Rafael Campos/Governo do Estado do Rio de Janeiro

A compra de 200 mil cestas básicas pelo projeto Mutirão Humanitário fez o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciar o governo do Estado por compra superfaturada.

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De acordo com os promotores da força-tarefa da covid-19, R$ 21,6 milhões foram gastos sem licitação devido à pandemia de coronavírus, com indícios de superfaturamento por parte da Fundação Leão XXIII, instituição ligada à vice-governadoria e responsável pela aquisição das cestas.

O Mutirão Humanitário foi lançado oficialmente em março, pelo governador Wilson Witzel, que à época, disse:

“A fome não espera. Vamos vencer juntos. Guerra não se vence sozinho, mas com toda a sociedade”

Os réus por improbidade administrativa são Andrea Baptista da Silva Corrêa e Robson Cardinelli, presidente e diretor Administrativo e Financeiro da Fundação Leão XIII, respectivamente, e a Cesta de Alimentos Ltda., que forneceu os kits.

Os promotores descobriram que 53 fornecedores cadastrados no sistema SIGA  e um de fora foram contatados por e-mail, mas apenas três retornaram, sendo a Cesta de Alimentos justamente o que não estava cadastrado e um dos que retornou.

“A 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital contatou 34 destas sociedades empresárias e obteve retorno de apenas 11, que disseram não terem sido consultadas pela Fundação Leão XIII, fato que comprova a má-fé dos demandados em tentar conferir legitimidade para a contratação”, relata o MP-RJ em nota.

 

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