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Política

Com aprovação da urgência, Motta manda recado: ‘Cabe ao plenário decidir’

O presidente afirma que o ‘Brasil precisa de pacificação’ e que a proposta não ‘apaga o passado’

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A votação da urgência da anistia aos presos políticos do 8 de janeiro abriu espaço para um dos discursos mais aguardados no plenário da Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), adotou tom de conciliação, mas reforçou que a decisão caberá ao colegiado.

Para o parlamentar, a instância máxima para tratar da anistia é o Legislativo, o qual dará a palavra final: “Cabe ao plenário, soberano, decidir”. “O plenário é o coração da República”, salientou.

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+ Com 311 votos, Câmara aprova urgência da anistia

“Um presidente da Câmara não pode ser dono de teses, nem de verdades absolutas”, destacou. “Sempre que alguém se declarou dono da verdade, o país perdeu. E, nesse caminho de construção coletiva, quero reafirmar a mensagem que guia nossa gestão: o Brasil precisa de pacificação.”

Segundo o presidente, o país não pode permanecer preso às disputas judiciais e políticas que cercam os eventos de 8 de janeiro de 2023: “Há temas urgentes à frente, e o país precisa andar”. “Temos na Casa visões distintas e interesses divergentes sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023”, destacou.

+ Veja os cotados para relatar o PL da Anistia

“O Brasil precisa de pacificação”, prosseguiu Motta. “Não se trata de apagar o passado, mas de permitir que o presente seja reconciliado, e o futuro construído em bases de diálogo e respeito.”

Na noite desta quarta-feira, 17, a Câmara aprovou com 311 votos a urgência do PL da Anistia. Além dos favoráveis, outros 163 foram contrários e sete decidiram pela abstenção.

Equilíbrio e relatoria da anistia

Ainda em seu discurso, Motta frisou que seu papel à frente da Câmara é conduzir a discussão com equilíbrio, respeitando tanto o Regimento Interno quanto o Colégio de Líderes.

+ Crivella: ‘Relator deve adaptar PL da Anistia para abranger Bolsonaro’

“É no plenário que ideias se enfrentam, divergências se encontram, e a democracia pulsa com força total”, disse. “Como presidente da Câmara, minha missão é conduzir esse debate com equilíbrio, respeitando o Regimento Interno e o Colégio de Líderes. Não para impor uma verdade, mas para garantir que todas sejam ouvidas.”

O presidente destacou ainda que a urgência votada nesta quarta-feira teve como base o projeto de autoria de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), mas o texto final será construído a partir de um substitutivo: “Agora um relator será nomeado para que possamos chegar, o mais rápido possível, a um texto substitutivo que encontre o apoio da maioria ampla da Casa”.

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