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Política

Compensação da isenção do Imposto de Renda gerou 'rebelião' dos ricos, diz Lula

O presidente negou aumento de impostos no seu governo e disse que está promovendo justiça tributária

Lula afirma que a crise atual não é econômica, mas política
Segundo o presidente Lula, 'ninguém está querendo tirar nada de ninguém' | Foto: Ricardo Stuckert/PR/Flickr

Nesta terça-feira, 1º, ao discursar no lançamento do Plano Safra, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o projeto do governo para compensar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil gerou uma “rebelião dos mais ricos”.

O petista negou que o seu governo esteja aumentando impostos. Para ele, as medidas fiscais em curso têm o objetivo de promover justiça tributária.

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“Quando a gente coloca que as pessoas que ganham mais de R$ 1 milhão têm que pagar um pouco mais, há uma rebelião”, afirmou Lula. “Nós estamos querendo que 140 mil pessoas paguem uma parcelinha a mais para beneficiar 10 milhões de pessoas. É tão pouco.”

O presidente também defendeu o decreto que aumentou as tarifas do Imposto sobre Operações Financeira (IOF), que foi derrubado pelo Congresso. Mais cedo, o goveno anunciou que acionará o Supremo Tribunal Federal contra a decisão do Congresso.

“Ninguém está querendo tirar nada de ninguém, queremos apenas diminuir os privilégios de alguns para dar um pouco de direito para os outros”, afirmou Lula. “É só isso que nós queremos.”

Motta reclamou do “nós contra eles” promovido pelo governo Lula

Na segunda-feira 30, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o projeto que revogou o aumento do IOF recebeu apoio expressivo e reclamou da retórica do “nós contra eles”.

“Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos”, disse Motta. “A Câmara dos Deputados, com 383 votos de deputados de esquerda e de direita, decidiu derrubar um aumento de imposto que afeta toda cadeia econômica. A polarização política tem cansado muita gente, e agora querem criar a polarização social.”

Hugo Motta também negou acusações de traição ao governo federal.

“Capitão que vê o barco indo em direção ao iceberg e não avisa não é leal, é cúmplice, e
nós avisamos ao governo que essa matéria do IOF teria muita dificuldade de ser aprovada no Parlamento”, afirmou. “Presidente de qualquer Poder não pode servir ao seu partido, tem que servir ao seu país.”

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