publicidade
Política

Congresso vota MP que eleva tributos no último dia do prazo

A medida exige aprovação tanto na Câmara quanto no Senado antes das 23h59 desta quarta-feira

Projeto Voto Anistia Fachada do Congresso Nacional, que abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em Brasília (DF)
Fachada do Congresso Nacional, que abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em Brasília (DF) | Foto: Divulgação/ Senado Federal

Enquanto o prazo para análise se encerra, parlamentares devem apreciar nesta quarta-feira, 8, a medida provisória que altera tributos e busca assegurar o cumprimento da meta fiscal do governo federal até o fim do ano.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

A medida exige aprovação tanto na Câmara quanto no Senado antes das 23h59 desta quarta-feira. Caso contrário, perderá a validade e não será implementada. A proposta passou por comissão mista na terça-feira 7, com placar apertado de 13 votos a 12, mas enfrenta resistência de parlamentares ligados ao centrão e à bancada ruralista dentro do Congresso.

Negociações e concessões para garantir a aprovação no Congresso Nacional

Editada em junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a MP foi articulada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e relatada pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Sem a aprovação do texto, o governo deve rever o planejamento fiscal do próximo ano, já que parte da arrecadação prevista não será garantida. Para a oposição, a solução não deve ser o aumento de impostos, mas a busca por alternativas para o ajuste das contas públicas.

Pontos centrais da medida provisória

O projeto oferece uma resposta à tentativa frustrada de elevar o IOF por decreto presidencial, revogada no mesmo dia depois de forte reação política. Agora, o governo propõe alíquota única de 18% do Imposto de Renda sobre rendimentos financeiros, incluindo criptoativos, além de elevar de 9% para 15% a CSLL para fintechs, seguradoras e casas de câmbio, mantendo 20% para bancos.

O texto também aumenta de 15% para 18% o Imposto de Renda sobre Juros sobre Capital Próprio. Para viabilizar a aprovação, o governo aceitou excluir o aumento de tributos para LCI e LCA, atendendo à demanda da Frente Parlamentar da Agropecuária, e descartou a elevação da alíquota sobre apostas eletrônicas, as chamadas bets.

Com essas alterações, a arrecadação projetada caiu de mais de R$ 20 bilhões para cerca de R$ 17 bilhões em 2026, segundo o relator. O texto ainda institui programa para regularização de ativos virtuais não declarados, com tributação de 7,5% para declarações voluntárias.

Regras para apostas e combate a fraudes

Outro ponto relevante é a criação do Litígio Zero Bets, que permite a repatriação de recursos provenientes de apostas mantidas no exterior, mediante pagamento de 15% de imposto e outros 15% de multa. A medida também intensifica o combate a apostas ilegais, com bloqueio ágil de sites e monitoramento financeiro.

A MP reúne ainda ações para coibir fraudes previdenciárias e modificar benefícios sociais. Entre as principais mudanças, estão a transferência da gestão do seguro-defeso ao Ministério do Trabalho e a limitação do auxílio por incapacidade temporária concedido apenas por documentos a 30 dias.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. PCC
    PCC

    No final quem vai pagar por todo esse descalabro é o povo.
    Como sempre.

  2. Antonio Saggese Netto
    Antonio Saggese Netto

    Congresso: chega de impostos! Já temos muito. O governo deve tomar medidas para parar de gastar e não criar novos impostos.

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    A maioria do Congresso não nos representa, estão lá para compor partidos, assegurar verbas públicas, aproveitar das benesses e conchavos políticos. Sobrevivem como parasitas tirando da sociedade para alimentar o bolso e o feudo da minoria. É a chamada revolução social, tirar dos miseráveis para a manutenção deste imenso poder.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade