publicidade
Política

COP30 já é marcada por bizarrices

Na Edição 266 da Revista Oeste, Carlo Cauti e Rachel Díaz discorrem sobre as polêmicas em torno da conferência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Janja, em evento sobre a COP30 | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Janja, em evento sobre a COP30 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Nas últimas semanas, veículos de imprensa têm destacado os altos gastos envolvidos na preparação para a COP30, conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU), marcada para novembro, em Belém (PA).

Notícias recentes mostram o “investimento” de R$ 263 milhões para a compra de leitos em navios de cruzeiro, uma das medidas encontradas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva para atender à demanda de hospedagens para o evento.

Receba nossas atualizações

Porém, a compra de leitos não é o único absurdo. A COP30 já é marcada por bizarrices. Entre elas, obras financiadas com dinheiro do BNDES e da Itaipu Binacional que só devem ficar prontas em 2027 — dois anos depois da conferência. E, para completar a ironia, medidas que impactam diretamente o meio ambiente já estão sendo colocadas em prática para viabilizar justamente um evento climático.

  • Rodovia com desmatamento na Amazônia: para melhorar o tráfego durante a COP30, o governo vai cortar 13 quilômetros de floresta para construir uma nova rodovia “sustentável”, projeto antes rejeitado sob a justificativa de impactos ambientais. Com a proximidade do evento, propostas de “melhorias” são aprovadas com velocidade.
  • Árvores artificiais viram “jardins suspensos”: em meio à Amazônia, estruturas metálicas com trepadeiras foram instaladas em Belém para simular árvores durante a COP30. Elas são inspiradas nas Supertrees de Singapura — mas não oferecem nenhum dos recursos ecológicos ou tecnológicos do modelo original.

Na Edição 266 da Revista Oeste, Carlo Cauti e Rachel Díaz discorrem sobre as polêmicas em torno da conferência, que já é classificada como “caótica” pela imprensa internacional.

Leia um trecho do artigo de Carlo Cauti e Rachel Díaz sobre os absurdos da COP30

Apesar das árvores artificiais e do super-hotel para as lideranças, enquanto discursava em um evento em 13 de fevereiro, o presidente Lula afirmou que, mesmo com os problemas de Belém, ele não “enfeitaria” a cidade e tampouco tiraria a população pobre das ruas.

Alguns dias depois, no fim de fevereiro, o governo Lula decidiu entregar para a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) o direito de preparar a COP de Belém. Sem licitação. Sem trâmite legal. Sem justificativa. Sem nada. 

Um contrato de quase R$ 480 milhões que, em teoria, não poderia ser investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), já que a OEI é uma entidade internacional. Sobre a qual, em tese, o tribunal não teria jurisdição.

Além do valor já reservado à OEI, o governo Lula fez doações voluntárias que somam cerca de R$ 100 milhões. Os repasses vieram de diversos ministérios — principalmente Educação, Empreendedorismo, Igualdade Racial e Secretaria-Geral da Presidência. Em comparação com a combinação do que foi doado durante os governos Dilma, Temer e Bolsonaro, o valor representa um aumento de aproximadamente 390%.

O governo só pôde entregar o megacontrato para a OEI sem passar pelos canais licitatórios normais graças a uma série de decretos assinados pelo presidente Lula entre março e setembro de 2024. Que, de brinde, aumentaram de 5% para 10% os ganhos da organização com taxas de administração. Até mesmo o aval da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) foi eliminado, para favorecer a celeridade do processo.

Uma atitude que seria estranha por si só. Mas é ainda mais esquisita considerando que, no início de 2023, logo no começo do mandato presidencial do petista, a OEI criou um cargo especialmente para a primeira-dama, Janja da Silva.

Polígono da COP30 em Belém, no Pará | Foto: Augusto Miranda/Agência Pará
Polígono da COP30 em Belém, no Pará | Foto: Augusto Miranda/Agência Pará

A reportagem “A COP dos absurdos” está disponível a todos os mais de 100 mil assinantes da Revista Oeste. Gostou? Dê uma olhada no conteúdo abaixo.

Revista Oeste

A Edição 266 da Revista Oeste vai além do texto de Carlo Cauti e Rachel Díaz. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de J.R. Guzzo, Tiago Pavinatto, Alexandre Garcia, Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Silvio Navarro, Uiliam Grizafis, Sarah Peres, Ubiratan Jorge Iorio, Anderson Scardoelli, Adalberto Piotto, Roberto Motta, Dagomir Marquezi, Tom Slater e Daniela Giorno.

Startup de jornalismo on-line, a Revista Oeste está no ar desde março de 2020. Sem aceitar anúncios de órgãos públicos, o projeto é financiado diretamente por seus assinantes. Para fazer parte da comunidade que apoia a publicação digital que defende a liberdade e o liberalismo econômico, basta clicar aqui, escolher o plano e seguir os passos indicados.

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    O pior de tudo é saber que essa COP30 é uma farsa. Uma corja de bandidos internacionais, ladrões comunistas terroristas narcotraficantes genocidas de esquerda, Nova Ordem Mundial, os donos do planeta

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade