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Política

Corrupção foi normalizada no Brasil, diz Transparência Internacional

ONG cita como exemplos de impunidade o acordo da PGR com Janones, que admitiu rachadinha; e o desmonte da Lava Jato pelo STF

Gonet no STF
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante sessão no plenário do STF | Foto: Antonio Augusto/STF

Depois que a Procuradoria-Geral da República (PGR) fez um acordo com o deputado federal André Janones (Avante-MG) e deixou de processá-lo por peculato, crime que correspondente à conduta da “rachadinha”, a ONG Transparência Internacional — Brasil afirmou que a corrupção foi normalizada no país. Janones admitiu o crime.

“Alguma dúvida de que a corrupção foi normalizada no Brasil?”, afirma a ONG que elabora o ranking de corrupção no mundo. A crítica foi feita em uma postagem na noite da última sexta-feira, 7, na qual a organização também critica outros casos recentes de impunidade.

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A postagem também acentua o fato de o governo de Luiz Inácio Lula da Silva não ter qualquer projeto efetivo de combate à corrupção e destaca o desmonte da Lava Jato, maior operação de combate a crimes do colarinho branco, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Retrato do Brasil em 2025: o presidente só pronuncia a palavra “corrupção” pra criticar o seu combate, o tribunal constitucional do país anistia corruptos em série, peculato tem apelido carinhoso de “rachadinha”, um representante do povo no Parlamento confessa esse crime e ao invés de ir preso, ganha “sweetheart deal” da PGR e paga uma multa irrisória em 12x sem juros – outros acusados do mesmo crime, como Arthur Lira e Flávio Bolsonaro, sequer isso, desfrutam de impunidade total, graças ao mesmo tribunal constitucional. Alguma dúvida de que a corrupção foi normalizada no Brasil?”, escreveu a Transparência Internacional.

Em 2024, Brasil tem a pior colocação da história em ranking de percepção de corrupção

O Brasil ficou na 107ª posição do Índice de Percepção da Corrupção (IPC), da Transparência Internacional, em 2024. O país empatou com Nepal, Argélia, Malauí, Níger, Tailândia e Turquia. Esse é o pior desempenho na série histórica, iniciada em 2012.

De acordo com o relatório da entidade, a queda na pontuação do Brasil foi influenciada por fatores como o silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação à pauta anticorrupção.

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Além disso, também contribuiu para o resultado a permanência do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, no cargo, mesmo depois do indiciamento pela Polícia Federal por corrupção passiva, fraude em licitação e organização criminosa.

Desde 1995, o IPC avalia 180 países e territórios. O índice atribui notas de 0 a 100 para medir o nível de integridade no setor público com base na percepção de acadêmicos, juristas, empresários e especialistas. Os países mais bem avaliados foram Dinamarca (90 pontos), Finlândia (88 pontos), Cingapura (84 pontos) e Nova Zelândia (83 pontos).

+ Ministro de Lula despreza aumento da percepção da corrupção no Brasil: ‘Conversa de boteco’

O relatório também menciona a volta da influência de empresários que confessaram irregularidades com o governo. São citados os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do Grupo J&F, que participaram de uma reunião no Palácio do Planalto em maio, com a presença de Lula.

7 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    O “9 não sei de nada”, coitado, já foi preso por não saber de nada. O alma santa deve viver em ares celestiais tamanha sua inocência e consciência limpa… Garanhuns, tu vai.

  2. ELIAS
    ELIAS

    A única surpresa na notícia é a ONG ter levado tanto tempo para descobrir que somos o paraíso da corrupção tendo os três poderes da República se blindado contra qualquer ameaça de combate à essa praga.

  3. José Rubens Medeiros
    José Rubens Medeiros

    E quem se encarrega de “arreglar” a corrupção dos INUMERÁVEIS corruptos que atuam livremente e sem disfarce neste país inevitavelmente seria considerado como o quê?
    As instituições brasileiras ou verde-amareladas se transformaram num cortejo excrementício de vale-tudo!

  4. LindVi
    LindVi

    E agora, deseleição democrática, extinção de cargos eletivos obsoletos … o que justamente caberia… pois juridicamente jaz viciada …

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