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Política

Cotada para vice de Flávio diz que defesa das mulheres 'não é um debate sobre direita e esquerda'

Daniella Marques defende propostas para autonomia financeira feminina, segurança pública e ajuste fiscal

Daniella Marques
Ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques | Foto: Agência Brasil

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A ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, afirmou em entrevista no dia 21 que a defesa das mulheres não deve ser uma disputa ideológica, mas sim focar em resultados concretos, destacando a importância da economia e da família. Ela, que integra a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência, defendeu políticas para apoiar mães solo e melhorar a oferta de creches e acesso à internet.

Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou que é um erro tratar a defesa das mulheres como uma pauta de disputa ideológica entre direita e esquerda. Integrante da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, ela apresentou nesta terça-feira, 21, em entrevista ao programa Jornal da Oeste, as diretrizes do projeto voltado ao eleitorado feminino.

Ao comentar a participação feminina na política, Daniella afirmou que o debate deve priorizar resultados concretos. “É muito mais a economia do que a ideologia”, afirmou. “O discurso hipócrita do PT não funcionou na proteção das mulheres.”

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Ela também disse que a defesa das mulheres envolve o fortalecimento da família e rejeitou o tratamento do tema como uma bandeira ideológica. “A base mais sólida que nós, mães e mulheres, temos é justamente a fé e a família, então não é um debate sobre direita e esquerda, mas sobre a preservação da instituição mais sólida, que é a família. O Estado não vai substituir a família.”

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Filiada ao Republicanos, Daniella é um dos nomes mais cotados para compor como candidata a vice-presidente em uma chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro em 2026. Questionada sobre essa possibilidade, evitou confirmar qualquer pretensão eleitoral e afirmou que sua prioridade é contribuir com o projeto político.

“Me sinto honrada por ter sido mencionada, nunca pensei sobre isso”, afirmou. “O meu foco é ser uma agente de mudança e contagiar milhares de pessoas, mães e mulheres do Brasil a se engajarem no projeto.”

Daniella Marques fala sobre a “economia do cuidado”

Segundo Daniella, as propostas voltadas às mulheres partem de uma mudança na realidade econômica e social do país. Ela afirmou que “mais da metade dos lares brasileiros é chefiada por mães solo ou tem mulheres como principais responsáveis pela renda”.

Ao mesmo tempo, afirmou que, embora elas tenham conquistado maior independência financeira, continuam concentrando a maior parte do trabalho doméstico e dos cuidados com crianças e idosos.

Leia também: “Flávio anuncia plano para mulheres com internet gratuita”

A ex-presidente da Caixa chamou esse cenário de “economia do cuidado”. Segundo ela, esse trabalho não remunerado representaria cerca de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB), caso fosse mensurado economicamente. Para enfrentar esse problema, defendeu políticas que ampliem a oferta de creches, fortaleçam a assistência aos idosos e ampliem o acesso das mulheres à internet, para facilitar a qualificação profissional, a formalização como microempreendedoras e a busca por empregos.

Orçamento de 2027 é uma “peça de ficção”

Na área econômica, Daniella afirmou que um eventual governo de Flávio terá como prioridade reorganizar as contas públicas. Segundo ela, o Orçamento de 2027 “é uma peça de ficção” e exigirá medidas já no início do mandato.

Entre as propostas citadas está o envio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para reformular a governança fiscal. De acordo com Daniella, a ideia é criar mecanismos de controle da trajetória da dívida pública e estabelecer uma gestão técnica dos ativos da União.

Ela também defendeu mudanças nas regras do Bolsa Família para incentivar a entrada dos beneficiários no mercado de trabalho. A proposta prevê um período de transição de dois anos para quem abrir um negócio ou conseguir um emprego com carteira assinada, permitindo que a família permaneça temporariamente no programa.

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2 comentários
  1. Miklós Battonyai
    Miklós Battonyai

    Quem recebe qualquer beneficio social não deveria poder votar…isso tem sido usado como moeda de troca…

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