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Política

CPI do 'Arrozão' chega a quase 80 assinaturas

Parlamentares precisam de 171 assinaturas para protocolar o requerimento que pretende investigar leilão de arroz da Conab

Governo Lula arroz
A autoria do requerimento é do deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), que alega haver indícios de possível fraude na condução do processo | Foto: Reprodução/@snaagricultura

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar o leilão para a compra de pouco mais de 260 mil toneladas de arroz importado realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chegou a 78 assinaturas nesta terça-feira, 11.

A autoria do requerimento é do deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), que alega haver indícios de possível fraude na condução do processo. Entre as denúncias, o possível uso de empresas de fachada. O caso que chama mais a atenção é o da principal vencedora do leilão, a empresa Wisley A. de Souza.

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“Uma semana antes da realização do leilão a empresa possuía um capital social de apenas R$ 80 mil, totalmente incompatível com a garantia necessária para entrar na disputa”, disse o parlamentar ao apresentar o requerimento. “Na véspera, esse capital é convenientemente alterado para R$ 5 milhões. Temos um fato determinado e vamos a fundo nas investigações. Depois do Mensalão e Petrolão, podemos ter o Arrozão do PT.”

Conforme apurou Oeste, a expectativa é que Zucco peça apoio formal à Frente Parlamentar da Agropecuária na reunão de hoje à CPI do Arroz. Desse modo, ele pretende chegar às 171 assinaturas necessárias até o final desta semana.

+ Deputado pede investigação em leilão de arroz do governo

Apesar de a CPI do Arroz surgir há poucos meses das eleições municipais — que paralisam a Câmara dos Deputados –, Zucco pretende ainda se reunir com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), hoje para tratar sobre a instalação do colegiado.

Wisley e o leilão do arroz, que deve ser investigado na CPI

Na última quinta-feira, 6, a Conab realizou um leilão em que conseguiu firmar a aquisição de cerca de 263 mil toneladas de arroz. Conforme mostrou uma reportagem de Oeste, a Wisley A. de Souza citada Zucco tem o nome fantasia “Queijo Minas” e atua na região central do Macapá, a capital do Estado do Amapá.

No leilão da Conab, essa empresa, que comercializa queijos, conseguiu um contrato para importar 147,3 mil toneladas de arroz e receber em troca R$ 736,3 milhões.

Leia também: ‘Depois de polêmica, empresas vencedoras de leilão de arroz de pronunciam’

A Conab firmou contratos para aquisição de quase 264 mil toneladas de arroz no leilão de quinta-feira. Ao todo, quatro empresas conseguiram os lotes. Além da Wisley, também estão nessa lista: Zafira Trading (73,8 mil toneladas), ASR Locação de Veículos e Máquinas (112,15 mil toneladas) e Icefruit (98,7 mil toneladas).

A companhia alega que o leilão é necessário para evitar o desabastecimento e o impacto econômico com o desastre causado com a enchentes no Rio Grande do Sul. Contudo, os números da própria Conab mostram que a maior parte da colheita ocorreu antes das inundações e que a safra gaúcha de arroz será maior que a anterior.

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