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Política

CPI do Crime recebe Lewandowski na próxima terça-feira

Ministro vai falar sobre o orçamento dedicado ao combate ao crime organizado no Brasil

Lewandowski participará da 6ª sessão da CPI I Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Lewandowski participará da 6ª sessão da CPI I Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado receberá, na próxima terça-feira, 9, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. A oitiva marcará o 6º encontro da CPI e vai abordar o orçamento das instituições que combatem o crime organizado no Brasil.

Para o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), a sessão com o ministro será uma “oportunidade valiosa” para o avanço dos parlamentares na análise sobre a atuação integrada entre órgãos federais e estaduais, além da necessidade de destinar mais recursos ao enfrentamento das facções criminosas.

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“A CPI está fazendo um diagnóstico rigoroso das brechas que fragilizam o enfrentamento do crime organizado e alimentam a certeza da impunidade”, afirmou Contarato. “Dentre as oitivas realizadas até o momento, uma constatação é unânime: só conseguiremos avançar se houver investimento real, contínuo e estruturado. Por isso, ouvir o ministro Lewandowski será de fundamental importância.”

A reunião acontecerá durante a fase em que a CPI do Crime se concentra em analisar a interação entre diferentes órgãos de segurança no compartilhamento de informações, inteligência policial e políticas de prevenção.

CPI do Crime convoca TH Joias

Em reunião deliberativa na última quarta-feira, 26, a CPI do Crime Organizado aprovou 38 atos, inclindo a convocação do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joais.

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Em setembro deste ano, o ex-deputado foi alvo de uma operação conjunta das polícias Civil e Federal. Ele é suspeito de atuar em favorecimento do Comando Vermelho (CV), maior organização criminosa do Rio de Janeiro.

A Polícia Civil alega que há “provas robustas” de que TH Joais intermediava compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos militares. Ele também é acusado de nomear integrantes do CV para cargos na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A crise resultou ainda na prisão do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União-RJ), detido nesta quarta-feira pelo vazamento de informações da investigação a Thiego.

Leia também: “Togas fora da lei”, reportagem Publicada na Edição 245 da Revista Oeste

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