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Política

Cresce número de denúncias de casos de assédio que envolvem Silvio Almeida

Vítimas passaram a procurar a ONG Me Too Brasil

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, negou os suposto caso de assédio sexual contra mulheres e a ministra Anielle Franco | Foto: Filipe Araújo/Minc
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu Silvio Almeida na sexta-feira 6 | Foto: Filipe Araújo/Minc

Na quinta-feira 5, a organização não governamental (ONG) Me Too Brasil recebeu quatro denúncias de assédio sexual que envolvem o ex-ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos. Naquele dia, a imprensa repercutiu o escândalo que culminou na demissão do ex-ministro.

Conforme o jornal O Globo, esse número cresceu um dia depois, na sexta-feira 6, em virtude da exposição do caso. As investigações sobre a denúncias de assédio sexual estão sob a responsabilidade do Ministério Público e da Polícia Federal.

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A demissão de Silvio Almeida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu Silvio Almeida na sexta-feira. A ação do chefe do Executivo ocorre depois que o portal Metrópoles revelou acusações de assédio sexual contra Almeida.

Entre as vítimas estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O ministro nega todas as acusações. Anielle ainda não comentou o caso.

As denúncias contra o ministro foram reveladas pela organização Me Too Brasil, que alegou que as “vítimas enfrentaram dificuldades em obter apoio institucional para a validação de suas denúncias”. “Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, informou a entidade.

A carreira do ex-ministro

O advogado e acadêmico Silvio Almeida notabilizou-se pela defesa de grupos minoritários e possui um amplo currículo acadêmico. Graduado em Direito e filosofia, tem mestrado e doutorado em Direito Político e Econômico e filosofia e teoria geral do Direito.

Almeida ganhou notoriedade com o livro Racismo Estrutural, publicado em 2019, adotado amplamente por professores — mas criticado por falta de base científica e por incitar conflitos raciais. Ele se tornou comentarista e entrevistador no YouTube, onde produziu 130 conteúdos entre 2020 e 2023, antes de assumir o ministério.

israel hamas - silvio almeida | O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, durante evento na UFPR - 10/10/2023 | Foto: Cassiano Rosário/Estadão Conteúdo
O ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, durante evento na UFPR – 10/10/2023 | Foto: Cassiano Rosário/Estadão Conteúdo

Além do racismo, Almeida discute “neoliberalismo”, filmes de terror, videogames e quadrinhos em seus vídeos, sempre com uma abordagem politizada.

Ele já entrevistou figuras da esquerda, como Lázaro Ramos, Emicida, Leonard Boff, Ailton Krenak e Mano Brown em seu canal. “Você foi meu professor”, disse Almeida a Mano Brown, durante uma live. “Muitas decisões que tomei na vida, na academia e na advocacia foram ouvindo os Racionais. Vocês me educaram.”

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4 comentários
  1. Jackson Silva Ferreira
    Jackson Silva Ferreira

    Se Lula demitiu tão rapidamente é porque já sabia.

  2. JOSÉ EDUARDO OLIVEIRA DE LIMA
    JOSÉ EDUARDO OLIVEIRA DE LIMA

    Incrível que estão protegendo a mininstra Anielle (e outros) que esconderam os fatos declaradamente para proteger o governo. Deveria pedir demissão ou ser demitida e a mídia a está protegendo para ajudar o governo. Absurdo!! Esconderam os fatos até quando não puderam mais….. Foi conivente e tem que ser demitida!!!

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