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A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de R$ 230 mil em dinheiro vivo na Operação Acesso Negado, realizada em 3 de julho de 2026, para investigar um esquema de desvios de recursos das emendas Pix em Roraima. A operação, autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino, cumpriu 41 mandados de busca em Roraima, Bahia, Tocantins e São Paulo, resultando na apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos.
A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de R$ 230 mil em dinheiro vivo durante a Operação Acesso Negado, deflagrada nesta sexta-feira, 3, para investigar um suposto esquema de desvios de recursos das chamadas emendas Pix em Roraima.
Os agentes cumpriram 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, Bahia, Tocantins e São Paulo. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, autorizou a operação.
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Além do dinheiro, os agentes recolheram documentos e equipamentos eletrônicos. A PF analisará o material apreendido para identificar a participação de cada investigado e rastrear o destino dos recursos.
Operação apura desvio de R$ 90 milhões
A investigação começou depois que auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram indícios de irregularidades na aplicação de cerca de R$ 90 milhões, de um total de R$ 145 milhões enviados em 2024, em emendas Pix. Os recursos foram destinados aos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, em Roraima.
Auditorias encontraram obras paralisadas, serviços não executados e falhas na prestação de contas dos recursos federais durante as auditorias.

Jhonatan de Jesus, atual ministro do Tribunal de Contas da União, enviou parte dos recursos quando ainda era deputado federal. Antonio Nicoletti (PL-RR), Dr. Hiran (PP-RR), então deputado federal, e o ex-senador Telmário Mota também destinaram emendas que agora são o foco da investigação.
A PF informou que nenhum dos autores das emendas é alvo da operação. Nesta fase da investigação, os mandados atingem gestores municipais, empresários e empresas suspeitos de fraudar licitações, desviar recursos públicos e lavar dinheiro.
Declaração dos autores dos envios
Ao jornal Estado de S. Paulo, alguns dos responsáveis pelas emendas comentaram a operação.
O senador Dr. Hiran Gonçalves declarou que apresentou suas emendas conforme as regras legais e regimentais e afirmou apoiar a investigação dos fatos. O deputado Antonio Nicoletti disse que destinou recursos a municípios de Roraima de forma republicana e destacou que a responsabilidade pela aplicação e execução das emendas cabe às prefeituras.
Telmário Mota, que está em prisão domiciliar, disse não conhecer a execução das emendas e negou ter indicado empresas para contratação. Já Jhonatan de Jesus não se manifestou sobre as investigações.
O que são as emendas Pix
As emendas Pix permitem que deputados e senadores destinem recursos diretamente a Estados e municípios por meio de transferência especial, sem a celebração de convênios com o Governo Federal.
O modelo ganhou espaço nos últimos anos ao simplificar o repasse de verbas, mas órgãos de controle passaram a questioná-lo por causa da dificuldade de fiscalização e da falta de transparência na aplicação dos recursos. As investigações continuam e a PF não descarta novas diligências.
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