A Polícia Federal (PF) e o Banco Central (BC) investigam uma transação imobiliária de R$ 3 milhões que conecta o entorno de Daniel Vorcaro a um alto funcionário da autoridade monetária. O empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro dono do Master, adquiriu o Sítio Alto do Mirante, em Juruaia (MG), de propriedade do ex-servidor Paulo Sergio Neves de Souza.
A escritura de compra e venda detalha que Zettel efetuou um pagamento de R$ 750 mil à vista, no ato da assinatura do contrato, em 13 de janeiro de 2021. O restante do montante foi dividido em três parcelas anuais subsequentes, também de R$ 750 mil cada, com vencimentos entre 2022 e 2024.
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Souza ocupava o cargo de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do BC. Segundo as investigações da Operação Compliance Zero, o servidor atuava de forma coordenada com os interesses do Banco Master. Mensagens interceptadas indicam que ele prestava consultoria informal a Vorcaro, revisando documentos e antecipando estratégias de fiscalização da autarquia.
O vínculo entre as partes não se restringia ao imóvel rural. Luis Roberto, familiar do servidor e coproprietário do sítio vendido, consta nos registros da Receita Federal como administrador de uma empresa imobiliária pertencente a Zettel.
Segundo o portal Metrópoles, a evolução patrimonial de Souza motivou a abertura de uma sindicância no BC em janeiro deste ano. Além do sítio em Juruaia, o servidor adquiriu outros dois terrenos e parte de um prédio residencial em Guaxupé (MG) por R$ 915 mil. Parte desses pagamentos também teria sido realizada em dinheiro vivo.
Mendonça ordena prisão de Vorcaro e Zettel
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Vorcaro e Zettel na última quarta-feira, 4. Os agentes transferiram o banqueiro para uma penitenciária de segurança máxima em Brasília.
Contra Souza, Mendonça aplicou medidas cautelares. Ele sofreu afastamento do cargo, passou a utilizar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com os demais investigados. Além disso, ele não pode deixar o município onde reside.
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O BC aguarda a conclusão do processo administrativo para decidir sobre penalidades disciplinares e o encaminhamento do caso ao Ministério Público Federal.






































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