A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um documento em que compara as condições do ex-presidente Jair Bolsonaro na custódia da Polícia Federal (PF), em Brasília, a situações de tortura.
O texto, protocolado na sexta-feira 9, traz relatos de problemas na cela, como alagamentos e espaço inadequado para banho de sol, além de mencionar o estado de saúde fragilizado do ex-presidente.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
De acordo com Damares, “há relatos de alagamento na cela, e o espaço para banho de sol é inadequado, sem mencionar suas condições debilitadas de saúde, sobre as quais, em casos semelhantes de outros detentos, o mesmo ministro decidiu pela concessão de prisão domiciliar humanitária”.
A parlamentar acrescentou que ruídos constantes do aparelho de ar-condicionado prejudicam o repouso do ex-presidente, o que pode configurar maus-tratos.
“As situações sobre o tratamento dispensado ao custodiado, para além dos casos de negligência no socorro médico imediato, podem apontar para a prática de tortura, tendo em vista a recorrente reclamação de barulho do aparelho central de ar-condicionado do prédio onde ocorre o encarceramento, que funciona 24 horas diárias, atrapalhando o sono e o repouso do apenado”, diz um trecho do documento.
Damares cita queda recente sofrida por Bolsonaro
No documento, Damares também cita o episódio ocorrido na semana passada, quando Bolsonaro caiu e sofreu traumatismo craniano.
Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente “teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel” e ficou desacordado por tempo indeterminado.
A Polícia Federal informou que Bolsonaro solicitou atendimento médico depois do incidente, apresentando ferimentos.
Leia também: “Tirania documentada”, artigo de Artur Piva publicado na Edição 304 da Revista Oeste
Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes negou o encaminhamento do ex-presidente ao hospital, solicitando laudos médicos.
Com a confirmação de um traumatismo craniano, Moraes autorizou exames no hospital DF Star, incluindo tomografia e ressonância.
Os exames apontaram traumatismo craniano, sem lesões cerebrais, e a equipe médica apontou possível desorientação ligada à interação de medicamentos. Bolsonaro retornou à custódia no mesmo dia.
Cobranças por providências e situação de Bolsonaro
Damares criticou a postura de Moraes, acusando o ministro de “resistência” e de “ultrapassar os limites constitucionais da imparcialidade”, qualificando a situação como uma disputa política e pessoal que, segundo ela, coloca a vida do ex-presidente em risco.
No pedido, a senadora reivindica providências imediatas da Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal e solicita informações detalhadas sobre a assistência prestada a Bolsonaro, além de sugerir a mudança do regime para prisão domiciliar.
Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro de 2025, cumprindo sentença de 27 anos e três meses de prisão por suposta participação em uma “trama golpista”.
Damares pede impeachment de Moraes por suposta interferência em favor do Master
PGR recebe pedido de prisão de Moraes por tortura contra Bolsonaro
Leia a íntegra da mensagem em que Carlos acusa Moraes de tentar matar Bolsonaro
O esquerdiota de plantão aqui, já se manifestou com o brilhantismo de sempre.
Querem matar Bolsonaro. ,ASSASSINOS!
Tortura?? 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣