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Política

Depois da prisão de Bolsonaro, oposição pressiona Motta para pautar anistia

Parlamentares e aliados intensificam articulação política para acelerar a análise do projeto na Câmara

Flávio Bolsonaro em vigília na noite deste sábado, 21
Flávio Bolsonaro em vigília na noite deste sábado, 22 | Foto: reprodução/ X

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, neste sábado, 22, que a oposição trabalha para colocar o projeto da anistia em pauta na Câmara dos Deputados. Ele deu a declaração durante uma vigília com apoiadores, organizada em prol da saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso preventivamente na manhã do mesmo dia.

“A gente vai fazer nossa a parte para buscar essa anistia no Congresso Nacional, para unir ainda mais a direita”, disse. Segundo o senador, apoiadores têm “cada vez mais a clareza que isso não vai parar com Bolsonaro”.

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O projeto da anistia beneficia condenados pelos ataques e tem relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que deve propor uma “dosimetria”. A proposta tramita em regime de urgência e, por isso, segue diretamente ao plenário. A definição da pauta cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Flávio critica fundamentação para prisão de Bolsonaro

Durante a vigília, Flávio criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O senador classificou como “fundamentação esdrúxula” os argumentos usados para decretar a prisão preventiva do ex-presidente.

A decisão de Moraes citou a violação da tornozeleira eletrônica e afirmou que houve uma “convocação de manifestantes disfarçada de ‘vigília’ pela saúde do réu Jair Messias Bolsonaro”. Moraes disse que a falha no equipamento representava “altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar” e poderia facilitar uma fuga.

Zucco diz que enviou mensagem a Motta sobre anistia

Também neste sábado, o deputado Zucco (PL-RS) disse que enviou mensagem ao presidente da Câmara sobre a anistia. A declaração ocorreu depois de reunião com aliados no condomínio do ex-presidente em Brasília.

Leia também: “Bolsonaro vai ter acesso integral a tratamento médico durante a prisão”

Segundo Zucco, a articulação já estava em curso, mas ganhou “maior importância” depois da prisão. Participaram das conversas os filhos Flávio e Carlos e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O deputado disse que a condição de saúde de Jair Bolsonaro, de 70 anos, torna mais urgente a votação. Ele relatou episódios de soluços, vômitos e dores abdominais.

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2 comentários
  1. Silva lilica
    Silva lilica

    Vamos povo. Nas redes sociais e cobrar dos políticos.

  2. Silva lilica
    Silva lilica

    Vamos povo, cobrar dos politicos…k povo precisa de políticos militantes pra seguir. Povo não é militantes. Militantes são os políticos

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