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Política

Deputado aciona ONU e OEA contra o que chama de perseguição judicial

Presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Filipe Barros pede intervenção internacional por decisões do STF

O deputado Filipe Barros: providências urgentes para a 'preservação da democracia brasileira' | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O deputado Filipe Barros: providências urgentes para a 'preservação da democracia brasileira' | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) afirmou nesta sexta-feira, 18, que está acionando organismos internacionais. O motivo é o que ele classifica de “perseguição judicial” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nas redes sociais, Barros, que preside a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, anunciou que está peticionando os órgãos. Ele se referiu principalmente ao Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. Do mesmo modo, ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Além disso, incluiu a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, solicitando providências urgentes para a “preservação da democracia brasileira”.

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Deputado pede medidas urgentes

“Devido à perseguição judicial que o presidente Bolsonaro está sendo vítima no Brasil, eu, como presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional na Câmara dos Deputados, estou nesse exato momento acionando os organismos internacionais para que eles tomem medidas urgentes para a preservação da democracia brasileira”, disse o parlamentar.

A manifestação de Filipe Barros ocorre depois de o Supremo Tribunal Federal impor novas restrições a Jair Bolsonaro, como proibição de contato com outros investigados no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado, incluindo o próprio filho Carlos Bolsonaro. As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Aliado próximo de Bolsonaro, Barros tem feito críticas recorrentes ao Judiciário e alega que as ações contra o ex-presidente têm natureza política. Para ele, há uma tentativa de impedir Bolsonaro de disputar as eleições de 2026.

O governo e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por outro lado, sustentam que as decisões do STF seguem os trâmites legais e visam proteger a ordem constitucional.

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