Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, apresentou uma proposta para criar uma certificação para institutos de pesquisa com maior precisão nas estimativas eleitorais, durante reunião com 16 empresas do setor. Os participantes têm até a próxima sexta-feira, 17, para enviar sugestões que ajudarão a definir os critérios da certificação.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, apresentou nesta terça-feira, 14, uma proposta para criar uma certificação destinada aos institutos de pesquisa com maior precisão nas estimativas eleitorais. A minuta foi apresentada durante reunião com representantes de 16 empresas do setor.
Os participantes terão até a próxima sexta-feira, 17, para encaminhar sugestões que servirão de base para a definição dos critérios da nova certificação.
Receba nossas atualizações
Segundo o presidente do TSE, as pesquisas exercem papel relevante no debate público e influenciam a compreensão do cenário político pelos eleitores. Para Nunes Marques, as transformações nas metodologias de coleta de dados e nos hábitos de comunicação da sociedade exigem aperfeiçoamento permanente dos levantamentos.

Debate sobre pesquisas começou com caso AtlasIntel
A reunião ocorreu depois de o plenário do TSE interromper, em junho, o julgamento que analisa uma decisão individual de Nunes Marques sobre uma pesquisa do Instituto AtlasIntel.
Na ocasião, o ministro determinou a retirada do conteúdo e suspendeu a divulgação de um levantamento que apontava queda de 5 pontos porcentuais nas intenções de voto do pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O Instituto AtlasIntel divulgou a pesquisa em maio, dias depois do vazamento de um áudio em que Flávio pede recursos ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O PL questionou o levantamento no TSE. O partido alegou que o questionário induzia a respostas negativas sobre Flávio e construía uma narrativa desfavorável ao pré-candidato.
Saiba mais:
Em nota divulgada na época, o instituto informou que respeitava a decisão do ministro. A empresa também afirmou confiar que o julgamento do colegiado confirmará a consistência técnica e a legalidade da pesquisa.
O plenário do TSE começou a análise do caso, mas a ministra Estela Aranha pediu vista (mais tempo para análise) e interrompeu o julgamento. Com isso, a decisão individual de Nunes Marques permanece em vigor até que a Corte retome a discussão, ainda sem data definida.
+ Entenda o que é Política em Oeste
Defesa de Flávio descarta ação eleitoral por vídeo com carta de Bolsonaro
TSE autoriza propaganda interna para pré-candidatos a partir deste domingo
TSE mantém teto de gastos de campanhas
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.