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Política

Deputado quer privatizar a EBC e usar a verba para formar atletas olímpicos

O texto prevê também a destinação de recursos para a reforma da Vila Olímpica no Rio de Janeiro

Rebeca Andrade comemora com a bandeira do Brasil, depois de ganhar medalha de ouro na final do Solo Feminino de Ginástica Artística - 5/8/2024 | Mike Blake/Reuters
Rebeca Andrade comemora com a bandeira do Brasil, depois de ganhar medalha de ouro na final do Solo Feminino de Ginástica Artística - 5/8/2024 | Mike Blake/Reuters

O deputado Fernando Máximo (União-RO) propôs um projeto de lei que tem o objetivo de privatizar a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e usar os recursos da venda da empresa na formação de atletas olímpicos e paralímpicos. O texto, apresentado na semana passada, autorizaria — entre outras melhorias — a destinação de recursos para a reforma da Vila Olímpica no Rio de Janeiro.

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Os recursos previstos no Orçamento da União para a manutenção e a operação da EBC, cerca de R$ 600 milhões, seriam direcionados ao Programa de Formação de Jovens Atletas Paralímpicos.

Deputado argumenta pela privatização da EBC

No projeto, o deputado argumenta que a EBC enfrenta “desafios significativos relacionados à sustentabilidade financeira e à eficiência operacional”.

O deputado Fernando Máximo (União-RO) protocolou a proposta na semana passada | Foto: Divulgação/Câmera dos Deputados
O deputado Fernando Máximo (União-RO) protocolou a proposta na semana passada | Foto: Divulgação/Câmera dos Deputados

“A privatização da EBC e a destinação dos recursos obtidos para essas finalidades não apenas modernizam a administração pública, mas também fortalecem o esporte no país”, diz o deputado. “A ideia é criar uma base sólida para o futuro das competições olímpicas e paralímpicas brasileiras e promover a inclusão social e a excelência esportiva.”

O investimento na formação de atletas olímpicos

O apoio na formação dos atletas é diversificado e envolve recursos financeiros, capacitação técnica e programas de desenvolvimento de talento. Aqui estão os principais componentes desse investimento:

Lei Agnelo/Piva

A Lei Agnelo/Piva destina 2% da arrecadação bruta das loterias federais para o esporte olímpico e paralímpico brasileiro. Em 2023, esses recursos representaram aproximadamente R$ 300 milhões, sendo distribuídos da seguinte forma:

  • Comitê Olímpico do Brasil (COB): R$ 200 milhões.
  • Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB): R$ 100 milhões.

Bolsa Atleta

O programa Bolsa Atleta tem orçamento anual que gira em torno de R$ 80 milhões a R$ 90 milhões. As bolsas são distribuídas em várias categorias, com valores que variam conforme o nível do atleta:

  • Atleta de base: R$ 370 por mês.
  • Atleta estudantil: R$ 370 por mês.
  • Atleta nacional: R$ 925 por mês.
  • Atleta internacional: R$ 1.850 por mês.
  • Atleta olímpico e paralímpico: R$ 3,1 mil por mês.
  • Atleta pódio: Entre R$ 5 mil e R$ 15 mil por mês, dependendo da colocação no ranking mundial.

A contribuição da iniciativa privada e das estatais

Empresas como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Petrobras, entre outras, também investem valores significativos em patrocínios. Esse montante varia, mas algumas estimativas são:

  • Banco do Brasil (patrocínio ao vôlei): R$ 40 milhões anuais.
  • Petrobras (patrocínios diversos, incluindo esportes aquáticos): R$ 30 milhões anuais.

Programas estaduais e municipais variam em valor, mas alguns Estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, possuem orçamentos anuais entre R$ 5 milhões e R$ 20 milhões para apoio ao esporte de alto rendimento.

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1 comentário
  1. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Deputado de Rondônia tem que cuidar de Rondônia.
    Jogar dinheiro no Rio de Janeiro é salgar carne podre.
    Os problemas de Rondônia estão resolvidos?
    Vai procurar o que fazer ou deixe seu lugar pra um que tem!

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