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Política

'Não podemos conviver com Estado paralelo', diz Gonet, sobre eleições

Procurador-geral da República discursa contra a atuação de facções criminosas e promete atuação rápida contra o uso de inteligência artificial

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Procurador-geral da República, Paulo Gonet | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a atuação de facções criminosas durante as eleições está entre as principais preocupações das autoridades neste ano. A declaração foi dada durante entrevista ao EsferaCast, videocast do grupo Esfera Brasil.

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Segundo o chefe do Ministério Público Eleitoral, a instituição priorizará o combate à interferência desses grupos no processo eleitoral. O foco institucional, de acordo com ele, será monitorar o abuso de poder político e econômico.

As declarações de Gonet sobre áreas dominadas pelo crime

Durante a entrevista, o procurador mencionou o controle territorial exercido pelo crime organizado como um entrave político. Ele citou as situações em que facções proíbem a entrada de candidatos em determinados locais públicos para fazer campanha.

“O Estado brasileiro não pode conviver com Estados paralelos, montados e dirigidos por organizações criminosas”, declarou Gonet. “E deve assegurar que os mecanismos democráticos sejam efetivamente utilizados e desempenhados sem a intromissão do fator criminoso.”

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Para o procurador-geral, o Estado tem o dever de agir para impedir que essas organizações criem empecilhos ao funcionamento das instituições durante o período eleitoral.

O foco no combate às ‘deepfakes’

Além da menção às facções criminosas, a Procuradoria-Geral da República também voltará suas atenções para o uso da Inteligência Artificial nas propagandas políticas. Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral mirou o tema ao editar novas resoluções e avançar na regulamentação.

Gonet afirmou que o órgão tratará as denúncias de uso indevido da tecnologia de maneira individualizada, mas sob parâmetros pré-estabelecidos pelas autoridades.

Leia mais: “MP pede condenação de parlamentares por propaganda antecipada

“Será caso a caso. Teremos de ter alguns parâmetros abstratos e seguir confrontando os casos com esses parâmetros”, afirmou o procurador. “É claro que, quando houver indício de deepfake, teremos de atuar de modo imediato.”

4 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    ESSA BESTA VIVE DENTRO DE UM ESTADO PARALELO…

  2. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    A organização criminosa que mais ameaça burlar a vontade popular expressa nas urnas se chama PT/ STF, fica de olho neles!

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