Deputados do Novo se solidarizam com Lohbauer e criticam Amoêdo

Marcel van Hattem e Alexis Fonteyne pediram mudanças na legenda e atacaram a 'velha política'
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Deputado Marcel van Hattem, uma das principais lideranças do Novo no Congresso, se solidarizou com Christian Lohbauer, que deixou a legenda
Deputado Marcel van Hattem, uma das principais lideranças do Novo no Congresso, se solidarizou com Christian Lohbauer, que deixou a legenda | Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O anúncio da saída de Christian Lohbauer, um dos fundadores do Partido Novo e candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por João Amoêdo na eleição de 2018, caiu como uma bomba na legenda, que vive a maior crise desde sua fundação.

Nesta quinta-feira, 16, o próprio Amoêdo usou as redes sociais para minimizar a decisão de seu ex-companheiro de chapa de sair da agremiação. Segundo o ex-presidente nacional do Novo, “a saída de filiados que são contra o impeachment [de Jair Bolsonaro] fortalece a unidade partidária, fundamental para o crescimento do partido”.

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O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), um dos principais nomes da legenda no Congresso Nacional, rebateu o comentário de Amoêdo e manifestou “solidariedade” a Lohbauer. “Descartar pessoas e desrespeitar sua história e contribuição, apesar das divergências, nada tem a ver com ser Novo. Ao contrário: é a mais velha política”, escreveu o parlamentar no Twitter.

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Também em resposta ao tuíte de Amoêdo, outro deputado do partido, Alexis Fonteyne (SP), ironizou o candidato do Novo ao Planalto em 2018. “Fico imaginando você presidente do Brasil: ‘Quem não estiver satisfeito pode pegar um avião e ir embora'”, escreveu.

Filipe Sabará, expulso do Novo em outubro do ano passado depois de ter sido lançado candidato da legenda à prefeitura de São Paulo, também reagiu às palavras de Amoêdo. “Quando critico João Amoêdo, um pessoal diz que estou ressentido. Na verdade, estou muito feliz por ter saído da vergonha que se tornou o Partido Novo”, afirmou.

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Como noticiamos mais cedo, Lohbauer atribuiu ao comportamento do próprio Amoêdo sua decisão de deixar o Novo. “Nunca se viu um partido onde os mandatários não têm voz e um grupo de iluminados estabelece os destinos do partido. Um erro crasso, uma vergonha nacional”, criticou. “Desde 2019, um fenômeno para mim quase inacreditável começou a acontecer: essa disfunção entre a orientação do diretório nacional com a vida real da política, com o mundo dos mandatários.”

O ex-candidato a vice-presidente da República pelo Novo também repudiou a “tentativa de transformar o partido no algoz do atual governo e nos arautos do impeachment do presidente”.

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7 comentários Ver comentários

  1. A moeda é banqueiro. Gosta de lucro fácil. Juros altos e muitas taxas. Bolsonaro cortou juros e a caixa empresta a juros baixíssimos para saldar o bolo de neve com banqueiros particulares. Não tem nada de novo em ser banqueiro

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