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Política

Direita se manifesta sobre sanção contra mulher de Moraes: 'Casal Magnitsky'

Os EUA bloquearam todos os bens vinculados à advogada Viviane Barci em solo norte-americano

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O anúncio da decisão dos EUA acontece 11 dias depois da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Parlamentares da direita usaram as redes sociais, nesta segunda-feira, 22, para comentar a decisão do Departamento do Tesouro dos EUA de incluir Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas sanções financeiras e territoriais da Lei Global Magnitsky, que já atingem o ministro desde 30 de julho.

Com isso, os EUA bloquearam todos os bens vinculados a ela em solo norte-americano. Cidadãos e empresas do país estão proibidos de realizar qualquer transação com a advogada.

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Viviane é sócia do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, com sede em São Paulo. O grupo tem atuação ampla em áreas como Direito Constitucional, administrativo, relações governamentais, contratos, licitações e contencioso. Dois filhos do casal também são sócios da firma. Além disso, ela integra o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, que também recebeu sanção dos EUA.

O anúncio da decisão acontece 11 dias depois da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF.

“Casal Magnitsky”

Ao comentar o assunto no X, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou: “Casal Magnitsky”.

A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) disse que “a única forma de pacificar o Brasil é concedendo a Anistia”.

Pelo X, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) afirmou que “o governo norte-americano não está para brincadeira, quando se trata de lutar pela liberdade do Ocidente”.

“O mesmo sujeito que congelou contas, censurou e perseguiu famílias dos seus alvos políticos, agora está provando do próprio remédio”, disse o vereador Lucas Pavanato (PL-SP).

O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) comemorou a decisão dos EUA e criticou o julgamento no STF que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), os EUA devem anunciar mais sanções.

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também comentou a decisão do governo dos EUA de revogar o visto do advogado-geral da União, Jorge Messias.

AGU classificou sanções dos EUA como “injustas”

Em publicação nas redes sociais, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que as sanções aplicadas pelo governo dos EUA a autoridades são “injustas”. Segundo ele, as medidas agravam um conjunto de ações “incompatíveis com a pacífica e harmoniosa condução de relações diplomáticas e econômicas” entre os dois países.

Segundo a agência Reuters, o governo Trump ainda pretende cancelar os vistos de outras cinco autoridades brasileiras ligadas ao governo Lula ou ao Judiciário:

  • José Levi do Amaral, ex-advogado-geral da União e ex- secretário-geral do ministro Alexandre de Moraes, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
  • o ex-juiz eleitoral Benedito Gonçalves;
  • o juiz auxiliar e assessor do Supremo Tribunal Federal (STF), Airton Vieira;
  • o ex-assessor eleitoral Marco Antonio Martin Vargas; e
  • o juiz Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, braço direito de Moraes.

Todos eles citados nas revelações do escândalo que ficou conhecido como “Vaza Toga”. Segundo a apuração, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) teria passado a atuar como estrutura investigativa a partir de agosto de 2022, durante a presidência de Moraes no TSE, monitorando e produzindo relatórios direcionados a determinados cidadãos — sobretudo críticos ao magistrado e de orientação política à direita”.

“Lembram do juiz ‘missão dada é missão cumprida‘? Pois é! Acabou de ser sancionado também”, disse o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) em referência ao ex-juiz eleitoral Benedito Gonçalves.

Moraes e Viviane são os únicos brasileiros penalizados pela Magnitsky

Com a decisão dos EUA, o ministro Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, tornaram-se os únicos brasileiros alvo da Lei Magnitsky.

Além disso, a revogação do visto de Jorge Messias se soma à decisão anunciada em julho, quando os EUA suspenderam os vistos do ministro Alexandre de Moraes e de outros sete integrantes da Corte.

Os ministros que perderam o direito de entrada nos EUA foram:

  • Luis Roberto Barroso, presidente do STF;
  • Edson Fachin, vice-presidente;
  • Dias Toffoli;
  • Cristiano Zanin;
  • Flávio Dino;
  • Cármen Lúcia; e
  • Gilmar Mendes.

Além deles, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também teve o visto suspenso.

Leia também: “Anistia ou Anistia”, artigo de Alexandre Garcia, publicado na Edição 288 da Revista Oeste

2 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Jogou o nome na lama ,perpetradores dos direitos humanos , violadores .
    Rótulo pra sempre

  2. fabio de souza arcas
    fabio de souza arcas

    Este Senhor Alexandre de Moraes bloqueou salários de pessoas humildes que não passaram necessidades por que amigos socorreram. Ele destruiu famílias inteiras.

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