publicidade
Política

Disque 100 pode se tornar política de Estado; entenda

Em 2025, o canal registrou abertura de 372 mil protocolos e mais de 644 mil relatos de violações, conforme dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos

senado congresso camara disque 100
Congresso Nacional | Foto: Reprodução/Shutterstock

O Disque Direitos Humanos, conhecido como Disque 100, poderá se tornar um serviço permanente garantido por lei federal, depois de aprovação na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados. O canal, hoje mantido por normas administrativas do Executivo, passa a ter previsão legal, caso o projeto avance.

+ Entenda o que é Política em Oeste

Receba nossas atualizações

O texto aprovado foi um substitutivo apresentado pelo deputado Reimont (PT-RJ) ao projeto de lei 8.462 de 2017, originalmente proposto pelo ex-deputado Carlos Bezerra (MDB-MT). Entre as mudanças, a nova redação adequa o serviço a normas recentes, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Disque 100 pode virar política de Estado

O relator destacou que “há grande mérito em transformar essa política de governo em política de Estado por via legislativa. Isso permitirá que o Disque 100 ganhe amparo legal e mantenha todas as suas características positivas, sem depender exclusivamente de decisões administrativas infralegais”.

Em 2025, o Disque 100 registrou abertura de 372 mil protocolos e mais de 644 mil relatos de violações, conforme dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos apresentados pelo relator. Crianças, idosos e pessoas com deficiência representam a maioria das vítimas atendidas.

Garantias e grupos prioritários

Pela proposta, o Disque 100 funcionará gratuitamente, 24 horas por dia, com atendimento ininterrupto para recebimento, registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos responsáveis. O texto garante sigilo ao denunciante, plena acessibilidade para pessoas com deficiência e integração com a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180).

O projeto também especifica grupos que devem ser monitorados com prioridade, como crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, população em situação de rua, LGBTQIA+, vítimas de racismo, trabalho análogo à escravidão e intolerância religiosa.

Próximos passos na tramitação

A tramitação do projeto segue em caráter conclusivo e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado tanto na Câmara quanto no Senado.

Leia também: “Condenados por educar”, artigo de Mateus Conte e Isabela Jordão na Edição 323 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Clarissa Franchi Battistin
    Clarissa Franchi Battistin

    Verniz de segurança para minorias, seria um canal de denúncias à moda de 1984…?

  2. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Direitos humanos ou dos manos. Bukeleeeee

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade