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A Polícia Federal encontrou uma minuta de contrato entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda para a produção de um documentário sobre o Banco Master durante buscas em endereços de Miranda na quinta-feira, 9 de novembro. O contrato, assinado em 31 de março, quando Vorcaro já estava preso, previa entrevistas e o fornecimento de documentos para a obra audiovisual.
A Polícia Federal (PF) encontrou uma minuta de contrato entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e o publicitário Thiago Miranda para a produção de um documentário sobre a instituição financeira. Os agentes localizaram o documento durante as buscas realizadas na última quinta-feira, 9, em endereços ligados a Miranda.
A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão do passaporte do publicitário neste sábado, 11.
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Segundo a decisão, as partes teriam assinado o contrato em 31 de março, período em que Vorcaro já estava preso.
De acordo com a investigação preliminar da PF, o projeto previa a produção de uma obra audiovisual com o título provisório Caso Banco Master. A minuta estabelecia que Vorcaro e Thiago Miranda concederiam entrevistas e disponibilizariam documentos e informações para a produção.
Mendonça cita documento em decisão
Na decisão, André Mendonça afirmou que a produção de um documentário, por si só, não configura prática criminosa. O ministro ressaltou, porém, que as circunstâncias em que as partes elaboraram o contrato e o conteúdo do documento justificam a continuidade das investigações.
“Se destaca a descoberta de uma minuta de contrato supostamente celebrada entre Thiago Miranda e Daniel Vorcaro, no dia 31 de março do corrente ano, quando este último já se encontrava preso”, escreveu o ministro.
Thiago Miranda é dono da Agência MiThi e ex-integrante do Grupo Léo Dias. Segundo a Polícia Federal, ele teria participado de um projeto para contratar influenciadores e jornalistas com o objetivo de atuar em favor do Banco Master durante as negociações envolvendo a instituição financeira.
As investigações também apontam que integrantes do grupo são suspeitos de tentar influenciar a opinião pública, intimidar pessoas ligadas ao caso e obter acesso a dados sigilosos de jornalistas, concorrentes e pessoas próximas ao presidente do Banco Central.
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