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Política

Eduardo Bolsonaro diz que só volta ao Brasil se os EUA impuserem sanção a Moraes

Deputado licenciado revelou que pretende prorrogar sua licença na Câmara dos Deputados

Eduardo Bolsonaro transferiu residência para os Estados Unidos e afirma ser alvo de perseguição dos ministros | Foto: Reprodução/Redes sociais/Eduardo Bolsonaro
Eduardo transferiu residência para os Estados Unidos e afirma ser alvo de perseguição dos ministros | Foto: Reprodução/Redes sociais/Eduardo Bolsonaro

O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta sexta-feira, 16, que só volta ao Brasil quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes sofrer sanções do governo dos Estados Unidos.

+ Leia mais: “Moraes vai relatar processo da Câmara que interpela decisão do STF sobre Ramagem”

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Ao portal Metrópoles, Eduardo afirmou não ter uma data prevista de retorno ao Brasil. Ele ainda revelou que se mantém no país com recursos próprios e com a ajuda do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que repassa parte das doações feitas por apoiadores.

Recentemente, Eduardo disse temer pela apreensão do seu passaporte e por uma eventual prisão. Ele ainda afirmou que a Justiça do Brasil comete diversos excessos contra aliados de seu pai e viola direitos humanos nas condenações do 8 de janeiro.

Eduardo confirmou que pretende permanecer nos EUA, mesmo que seja necessário prorrogar sua licença da Câmara dos Deputados. O documento de afastamento apresentado pelo parlamentar tem validade de 120 dias e deve expirar em julho.

EUA avaliam impor sanções a Moraes

Congressistas norte-americanos têm discutido a imposição de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. Há atualmente três medidas contra o magistrado em discussão no Congresso dos EUA.

Uma delas foi aprovada no dia 26 de fevereiro pelo Comitê Judiciário. A proposta estabelece veto à entrada de Moraes em território norte-americano e se chama “No Censors on ours Shores Act”, ou “Sem Censores nas Nossas Fronteiras”. O texto ainda precisa passar pelo plenário da Câmara dos Representantes e pelo Senado antes de ser sancionado pela Casa Branca.

A outra medida contra Moraes já está em andamento. No começo do mês, o norte-americano David Gamble, responsável pela área de sanções internacionais do governo de Donald Trump, veio ao Brasil e se reuniu, em Brasília, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e também com o ex-presidente Bolsonaro.

A terceira frente de medidas oficial contra Moraes parte do deputado Rich McCormick, do Partido Republicano. Ele pediu ao governo Trump para banir o visto do ministro do STF e lhe impor sanções financeiras. O pedido se fundamenta na Lei Magnitsky, que autoriza os EUA a punirem pessoas acusadas de violar direitos humanos. A punição causa a exclusão total do sistema financeiro global, também conhecida como “pena de morte financeira”.

A Casa Branca também estuda punir outras autoridades brasileiras, como juízes auxiliares de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Leia também: “Morte clínica em Brasília”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 268 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Bem que poderiam botar nessa roda o afeminado boca-de-veludo, o afetado que jurava que o terrorista italiano era inocente.

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