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Política

PGR defende uso de provas de inquérito do STF em processo contra Eduardo

PF abriu procedimento que mira o ex-deputado federal; apuração pode levar à inelegibilidade do filho de Bolsonaro

eduardo bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro, durante audiência em comissão da Câmara | Foto: Lula Marques/Fotos Públicas

Nesta sexta-feira, 20, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu o compartilhamento de provas de um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) com um Procedimento Ddministrativo Disciplinar aberto pela Polícia Federal (PF) para apurar a conduta do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, recebeu o documento da PGR.

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Conforme a Procuradoria, o inquérito foi instaurado para investigar a atuação de Eduardo e do comentarista Paulo Figueiredo por suposta coação nos Estados Unidos.

De acordo com o documento, as investigações reuniram “vasto acervo probatório acerca da conduta dos investigados”, incluindo registros de mídia e entrevistas que indicariam a existência de uma “campanha orquestrada” para pressionar autoridades brasileiras.

Ainda de acordo com a PGR, essa atuação teria ocorrido “mediante ameaças de graves sanções civis e financeiras — inclusive com a efetiva aplicação de algumas delas através da mobilização de agentes norte-americanos”.

O parecer também menciona que a PF instaurou Processo Administrativo Disciplinar para apurar indícios de que Eduardo teria ameaçado e exposto servidores da corporação em vídeo publicado em julho de 2025.

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Pano de fundo em processo sobre Eduardo Bolsonaro

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, DF (2/2/2026) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, DF (2/2/2026) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em linhas gerais, a PF quer que o Supremo compartilhe os elementos obtidos no processo que mira a atuação de Eduardo nos EUA.

O objetivo é que a investigação no STF fortaleça um processo administrativo disciplinar.

Os agentes investigam indícios da prática de improbidade administrativa por Eduardo ao supostamente ofender, ameaçar e expor servidores da PF na imprensa em razão de seu trabalho em investigações que tramitam no STF.

Em outra frente, a PF abriu um procedimento disciplinar por abandono de cargo.

Leia também: “O inquérito da censura”, artigo publicado na Edição 314 da Revista Oeste

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