Revista Oeste - Eleições 2022

Haddad e Tarcísio centram ataques em debate

Também participam o governador Rodrigo Garcia (PSDB), que concorre à reeleição, Vinícius Poit (Novo) e Elvis Cezar (PDT)
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Foto: Reprodução
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No primeiro debate entre os candidatos ao governo do Estado de São Paulo, realizado neste domingo,7, nos estúdios da Band SP, teve desde os minutos iniciais os candidatos Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) centrando os ataques um contra o outro. Também participam do debate o governador Rodrigo Garcia (PSDB), que concorre à reeleição, Vinícius Poit (Novo) e Elvis Cezar (PDT). Ao todo, a emissora realizou debates em nove estados e no Distrito Federal.

Logo no primeiro bloco do programa, os temas tratados foram educação, segurança pública, defesa da mulher e saúde. Ao finalizar a resposta a uma pergunta sobre educação feita pelo petista Fernando Haddad, Tarcísio fez o primeiro ataque do debate. “Agora vou fazer uma pergunta, mas para a plateia: vou pedir para todo mundo entrar no Google quem foi o pior prefeito de São Paulo e depois me falem as respostas”.

Logo em seguida, ao responder pergunta do governador Rodrigo Garcia (PSDB), sobre o Poupa Tempo, Haddad disse que como havia sido ofendido, iria fazer uma pergunta também: “Digitem no Google ‘genocida’”, afirmou. “E vão descobrir quem matou mais de 600 mil brasileiros por não comprar vacina quando foi oferecida e cortar o auxílio emergencial antes da completa vacinação.”

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Haddad também disse lamentava o tom de agressividade de Tarcísio. Depois disso, voltou a responder a pergunta de Garcia.

Depois de Tarcísio, foi a vez de Vinícius Poit atacar Haddad. Ao responder perguntas sobre segurança pública de Elvis Cezar, o candidato disse que queria perguntar a Haddad, mas como não sabia se teria oportunidade de perguntar ao candidato do PT, iria perguntar naquele momento.

“Mas eu fico curioso para saber como se sente o candidato Haddad sobre o fato de o seu partido ser responsável pelo roubo de bilhões da Petrobras. Ele também aproveitou o fato de a Câmara dos Deputados ter aprovado, nesta semana, o projeto que acaba com a saidinha de presos, com voto dos parlamentares de esquerda.

Haddad e Tarcísio são os representantes estaduais da polarização nacional carimbada no cenário nacional na disputa pela Presidência da República. Haddad é o candidato do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva, do qual foi ministro da Educação, e Tarcísio ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro (PL), que concorre à reeleição.

Debate de SP: segundo bloco teve perguntas de jornalistas

O segundo bloco do debate teve perguntas feitas aos candidatos por jornalistas da emissora. O primeiro questionamento foi feito à Haddad, e foi sobre saneamento básico. O candidato do PT afirmou que é contra a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

“Não é questão dogmática, vende tudo ou fica com tudo. empresa que podem e devem ser privatizada. como prefeito, eu defendi a privatização do Ceagesp. Em razão da briga do Dória com o Bolsonaro não saiu”, disse Haddad, que complementou:

“No caso da Sabesp, sou absolutamente contra a privatização da Sabesp. A Sabesp não vai ganhar nada e o consumidor vai perder, porque vai aumentar a conta de água. É completamente dispensável”, disse.

Já Tarcísio afirmou que a questão da privatização precisa ser vista com cautela, mas que o sistema precisa ser colocado na mesa para discussão.

“A Sabesp é patrimônio do Estado, presente em 374 municípios. A gente vai trabalhar para antecipar a meta de universalização. E é preciso
investir no reuso de água, despoluição de mananciais”, afirmou ele. Tarcísio ainda afirmou:

“A gente olha privatização com cautela e de olho nos parâmetros de desempenho”.

O corte de recursos habitacionais feito pelo governo federal, de mais de 20%, foi tema da pergunta feita pela jornalista Sheila Magalhães. A pergunta foi feita ao candidato do PDT, Elvis Cezar, com direito a réplica de Tarcísio de Freitas.

“É difícil tentar explicar o que não tem explicação. O governo federal não investiu. O governo estadual, com o caixa cheio, não conseguiu tirar os projetos do papel, como o Nossa Casa”, disse o candidato do PDT, Elvis Cezar.

O candidato Tarcísio de Freitas rebateu a resposta.

“Para fazer tem de saber fazer.  Foi isso o que a gente fez ao longo de nossa vida inteira. Tiramos vários projetos do papel no governo federal. Usar áreas desabitadas, criar habitações de interesse social, e fixando elas nos locais onde possam desenvolver suas ações”.

Ivana Moreira, editora do Jornal Metro, fez o questionamento sobre saúde. A pergunta foi feita ao candidato Elvis Cezar (PDT).

“Vamos fazer uma central de controle de indicadores do SUS, onde todos os hospitais serão conectados para analisar os indicativos da saúde. Os exames de São Paulo terão eficiência no nosso governo”, disse o candidato do PDT.

O comentário foi feito pelo candidato do Novo, Vinícius Poit.
“Chega a 540 mil a fila para cirurgia eletiva. Dinheiro tem do fundão. Meu partido devolveu R$ 86 milhões e ninguém mais aqui devolveu. Por que não pegam o dinheiro do fundo e zeram a fila?

A última pergunta do segundo bloco foi feita pelo jornalista Joel Datena para Rodrigo Garcia (PSDB). O tema foi obras inacabadas no Estado de São Paulo.

“A questão das obras inacabada, muitas vezes, são de convênios com prefeituras. A construtora para a obra, tem inflação, tivemos muitas obras paradas por causa da operação Lava Jato. Costumo dizer que precisa de um engenheiro e 10 ou 15 advogados para retomar uma obra. Precisa de ação concreta do governador e das prefeituras para resolver”, afirmou Garcia.

O comentário foi feito pelo candidato Fernando Haddad (PT).

“Obra pública é muito complicada, mas o que está acontecendo no Estado de São Paulo não é normal. Os investimentos reduziram muito”.

Garcia rebateu.

“A gente paga até hoje a crise que o PT deixou lá no governo federal. Aliás, o prefeito Haddad deixou muitos esqueletos aqui na cidade de São Paulo, de Upas, de hospitais. A cidade foi paralisada naquele período. Tanto é que demos um cartão vermelho para ele na sua reeleição”.

Debate de SP: terceiro bloco teve perguntas entre os candidatos

O terceiro bloco do debate teve perguntas feitas diretamente entre os candidatos. O bloco foi iniciado com Fernando Haddad (PT) perguntando a Elvis Cezar (PDT).

“Quando fui prefeito de São Paulo, realizei o maior investimento dos últimos 30 anos. Todas as obras que comecei eu terminei ou deixei dinheiro em caixa. Quais as propostas para reativar a economia de São Paulo?”, questionou o petista.

“Quando fui prefeito de Santana de Parnaíba fiz com que a cidade fosse a segunda maior empregadora do estado de São Paulo. Iniciarei criando empregos, dando oportunidade em frentes de trabalho do Projeto Crescer. Vamos iniciar com 100 mil bolsas de estágios para jovens. Duas coisas são essenciais: esperança e oportunidade e vamos reativar a economia com empreendedorismo”, respondeu o candidato do PDT.

Na sequência, o embate direito foi entre Haddad e Rodrigo Garcia (PSDB), e envolveu o tema saúde.

“Não fosse o dinheiro de São Paulo, a saúde estaria muito pior”, afirmou Garcia.

“Você vota no Bolsonaro em 2018 e aí tudo o que você não consegue fazer bota na conta do Bolsonaro”.

A continuidade do bloco teve Tarcísio Freitas (Republicanos) questionando Rodrigo Garcia.

“Você se coloca como novo, mas esteve na gestão do aumento de imposto, não acabou o Rodoanel, atuou  no fechamento de comércio, no afastamento das crianças das escolas, deixou muita gente sem saneamento básico. Como acreditar nas promessas, se quando pode não fez. Cadê seu padrinho? Onde está o Doria?

Garcia, sob manifestação da plateia que precisou ser contida, respondeu.

“Quem tem padrinho, aliás, que precisa de padrinho, é você. Eu sou candidato da minha história. O seu chefe que mandou você disputar eleição aqui, não sabia nem por qual Estado. Você está aqui, vamos debater propostas. Essa briga ideológica que você representa, nós não queremos essa briga, queremos paz”, afirmou Garcia.

Vinícius Poit (Novo) fez seu questionamento para Tarcísio de Freitas.

“Por que se aliar e andar em São Paulo com Eduardo Cunha, preso na Lava Jato? Por que andar com Valdemar da Costa Neto, preso no mensalão. Por que andar com tanto bandido perto?”, questionou Poit.

“No ministério tive a liberdade de montar um ministério técnico. Quando cheguei no Estado de São Paulo procurei gente técnica para me ajudar. Eu acredito em plano, método, equipe. Não vai ter espaço para apadrinhamento político. Será um secretariado técnico, como aprendi com Bolsonaro, como fiz no ministério da Infraestrutura”, afirmou Freitas.

Elvis Cezar (PDT) fez o questionamento na sequência para Tarcísio de Freitas.

“O senhor não respondeu. Não me preocupam os cargos técnicos. Me preocupam onde vão trabalhar o Cunha, o Valdemar da Costa Neto. Princípios e valores são inegociáveis. É assim que eu quero fazer no governo do Estado”, questionou.

“São inegociáveis e não serão negociados”, garantiu Tarcísio.

Por último, foi a vez de Elvis Cezar (PDT) questionar Vinicius Poit (Novo).

“Fui prefeito em Santana de Parnaíba. Sem pergunta. Só elucubrações’, disse. “O ponto número um é valorizar o professor. O ponto dois né que não permito ausência de vaga de creche. Nunca mais teremos falta de vaga de creche. Faremos um Ensino Médio para a empregabilidade. Formaremos uma geração de programadores em São Paulo”, disse Cezar.

“Tem que expandir o ensino profissionalmente. Se o partido do senhor ou qualquer um deles abrir mão do fundo partidário, dá para colocar 540 mil vagas nas Escolas Técnicas”, disse o candidato do Novo.

Debate de SP: considerações finais

Ainda dentro do terceiro bloco do debate, os candidatos partiram para as considerações finais. O primeiro a falar foi Fernando Haddad (PT).

“Meu pai dizia que uma pessoa precisa acordar e ter destino. Eu conheço dois destinos: educação e trabalho. Com esse salário mínimo do governo federal e estadual não vai conseguir colocar comida na mesa. Estamos com o melhor time: Alckmin, Boulos, Marina, Lula para transformar São Paulo”.

Elvis Cezar (PDT) fez sua manifestação na sequência.
“Nos últimos 20 anos me preparei para estar aqui hoje, para combater o bom combate e o meu candidato é Ciro Gomes. Eu quero ser governador porque estou preparado para fazer um movimento pela educação e saúde com eficiência”.

O candidato do Novo, Vinicius Poit foi o terceiro a deixar sua consideração final.

“Eu sou empreendedor, comerciante e a gente precisa de mais comerciante, alguém à frente que sente sua dor para não aumentar imposto e melhorar as condições. Chega dos mesmos. É possível. Eu estou aqui como deputado federal sem nenhum centavo de dinheiro público. O Zema ganhou o Estado de Minas Gerais, dá para a gente ganhar em São Paulo”.

Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi o penúltimo candidato a fazer as considerações finais.

“Quero dizer que eu vi um país que passou por crises muito severas, crise da Covid, hídrica, guerra da Ucrânia, mas que está saindo do outro lado, gerando emprego, combatendo a inflação. Está saindo e crescendo”.

Por último, o governador e candidato à reeleição, Rodrigo Garcia (PSDB) deixou suas considerações finais.

“Eu sei que as coisas não estão perfeitas aqui em São Paulo. Eu sei que a gente tem muito para fazer. Mas antes de andar para frente, nós precisamos garantir as conquistas que temos. Eu estou muito preocupado com o Brasil, desde quando essa briga política começou, o que melhorou na sua vida? Nada. Eu não quero que essa briga política venha para São Paulo”.

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16 comentários Ver comentários

  1. Impressionante imaginar que, após o desastre do Retarddad na prefeitura de SP, alguém ainda possa, em sã consciência, votar em tal figura abjeta para o governo estadual.

    Ou as urnas são mesmo fraudadas, ou o povo é cronicamente burro; não existem outras opções.

    Tarcísio é, de longe, o melhor candidato para reerguer o Estado.

    1. TODOS…absolutamente TODOS…estão com o SACO CHEIO dos Nóias e cracolândias espalhados pela cidade…
      Vocês acham mesmo que Boulos Haddad Marta e outros PTralhadas tem mesmo 20-30% dos votos em SAMPA??!
      NUNCA!
      São Urnas Fraudadas.

    2. Não se esqueça que as maravilhosas e ultra modernas urnas eletrônicas de barrosa, alexandre a glânde e carmem miranda deram para andrade 42 MILHÕES de votos em 2018, acredite quem quiser.

  2. Não pude ver o debate, por isso peço ajuda aos outros leitores. Pelo texto parece que Tarcisio foi agressivo (no sentido tático da coisa, não pejorativo). Mas será essa a melhor estratégia para ele? Não é ele um cara mais “fazedor”, mais técnico? Com essas armas (da pancadaria) os políticos de longa carreira não se saem melhor? Quem puder responder, valeu a ajuda!

  3. Fernando “nóis vai lá e pega os pêxe” Haddad continua o mesmo e isso não é elogio. Completou o desastre quando disse que tem “o melhor time”, com expoentes da bandidagem como 9 Dedos, Boulos e outros da mesma laia.

  4. CRACOLÂNDIA!!!
    haddad junto com padre julio lancelot e soninha francine …APOIAM A CRACOLÃNDIA…você apoia isso??
    Roubo de celulares!!!
    haddad e seu chefe..LuLADRÃO…. dizem que os coitadinhos TEM direito a tomar uma cervejinha praticando o roubos do SEU celular…..VOCÊ APOIA ISSO??!!
    Então MUITO CUIDADO EM QUEM VOCÊS DEPOSITAM SUA FÉ…
    PT e seus aliados …SÃO BANDIDOS!

  5. HADDAD é um ESCÁRNIO…um analfabeto funcional…só no Brasil esquerdalha para esse VERME exercer a função de “professor”.
    SÓ PINTOU FAIXAS VERMELHAS no asfalto…na cidade de SAMPA…as famigeradas “ciclofaixas” que ninguém usa e só é motivo de brigas, pois os tais ciclistas ativistas…se utilizam das calçadas com a ciclofaixa do lado.
    HADDAD É BANDIDO….ponto pacifico… PCC e Haddad juntos no transporte público.

  6. O Estado de SP tem uma oportunidade de mudar sua própria história, pois se eleger o Tarcisio por quatro anos com a possibilidade de mais quatro, este pedaço do país q já puxa todo e resto será um exemplo de avanço e qualidade. Tomara q o povo não caia outra vez no papo furado de pcct/psbd, ou o novo/velho!

  7. Radade é um VAGABUNDO, dissimulado.Merece morrer com muita dor, todos os dias e bem devagarinho. Desejo o mesmo ao molusco e sua gangue.

  8. O “Jaiminho”, candidato do ex-presidiário, foi seguramente um dos piores prefeitos da cidade de São Paulo, fato que, por si só, o desqualifica para o cargo de governador. Já, o atual governador de SP tenta descolar sua imagem do DitaDoria e atrair votos dos eleitores “nem Bolso nem o ladrão”, mas faz parte do joguinho tucano/petista. Esse sujeito foi fotografado em um restaurante na companhia do ministro Xande e do Rodrigo “Botafogo” Maia. Além das más companhias fez uma má gestão juntamente com seu parceiro Dita Doria. O ex-ministro Tarcísio será um bom governador.

  9. O cruel desses debates é colocar gente decente para ouvir desaforos e estupidez dos integrantes da quadrilha do lula. Nivelar por baixo.

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