Lula: jeito ignorante de Bolsonaro é característico do interior de São Paulo

Petista chamou a si próprio de 'socialista refinado, bonito e educado'
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O ex-presidente Lula, durante ato político em Belém (PA) - 02/09/2022 | Foto: Filipe Bispo/Estadão Conteúdo
O ex-presidente Lula, durante ato político em Belém (PA) - 02/09/2022 | Foto: Filipe Bispo/Estadão Conteúdo

Durante o Programa do Ratinho, na quinta-feira 22, Lula deu uma declaração preconceituosa contra o povo paulista. Segundo o petista, o jeito “ignorante, bruto e capiau de Jair Bolsonaro é característico do interior de São Paulo”.

O ex-presidente comentava as políticas adotadas pelo presidente durante a pandemia de covid-19. Para se contrapor ao estereótipo que criou do adversário, Lula disse ser um “socialista refinado, bonito e bem-educado”.

“O Bolsonaro, você sabe que é meio ignorantão, meio chucro, fala palavrão”, disse Lula. “Um pouco ignorante, aquele jeitão bruto dele, jeitão de capiau, do interior de São Paulo, bem ignorante mesmo. Tem gente que acha que é bonito ser ignorante, mas não é. O bonito é ser educado, um cara refinado, como eu.”

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Na mesma entrevista em que Lula atacou o interior de São Paulo, o ex-presidente reiterou apoio à regulação da mídia eletrônica e da internet. O petista ponderou, contudo, que uma eventual mudança na legislação cabe ao “Congresso e à sociedade”, e não ao presidente.

“Não pode regular revista e jornal, mas pode tentar fazer com que os meios de comunicação no campo eletrônico e na internet possam ser regulados de acordo com os interesses da sociedade”, disse Lula.

O petista defendeu ser necessário atualizar a legislação “à realidade contemporânea que estamos vivendo”. Lula justificou seu desejo de regular a mídia como fruto de uma conferência nacional realizada em 2009, que aprovou um projeto que “acabou não sendo encaminhado ao Congresso Nacional”.

Lula tratou de outros assuntos. Sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, disse que a petista foi alvo de um “golpe” e admitiu que ele mesmo praticou pedaladas fiscais. “Chega ao fim do ano, às vezes, não tem dinheiro para fechar o caixa”, observou. “Você pega o dinheiro de outros programas, coloca lá e depois você repõe. Isso é normal. Inventaram um golpe.”

Leia também: “Fala mais, Lula”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 107 da Revista Oeste

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