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Eleições 2022

TSE considera atender a pedidos das Forças Armadas

Corte deve acolher duas de três sugestões dos militares

fraude nas urnas
Militares realizam a primeira etapa do Simulado de Testes Nacional de Urnas Eletrônicas nas eleições de 2016 | Foto: Divulgação/14ª Brigada de Infantaria Motorizada

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia atender a duas de três sugestões das Forças Armadas para as urnas eletrônicas, informou nesta quarta-feira, 10, o jornal O Estado de S. Paulo. Militares atuam para a transparência das eleições.

A primeira delas é a publicação de arquivos de dados dos boletins das máquinas, com os votos registrados e apurados em cada aparelho. Eles serão divulgados on-line na íntegra, criando uma base de dados pública na internet.

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O TSE promete publicá-los assim que receber os arquivos dos cartórios eleitorais para contagem em tempo real, em Brasília, depois do encerramento da votação, em 2 de outubro. A medida pode agilizar a contagem dos militares, que se preparavam para usar os espelhos dos boletins com códigos QR.

Uma segunda reivindicação dos militares será parcialmente atendida. As Forças Armadas haviam solicitado que a urna modelo 2020, a ser usada nestas eleições, passasse por um teste de integridade pública.

Como alternativa, o TSE decidiu submeter o modelo 2020 da urna eletrônica à análise técnica da Universidade de São Paulo. Um laudo dos testes na Escola Politécnica será entregue em breve para atestar a confiabilidade do modelo. Elas serão 225 mil unidades nestas eleições. O TSE garante que são “seguras”.

Confira os pedidos

Contagem paralela de votos

– Forças Armadas

Militares queriam que o TSE incluísse novas funcionalidades no aplicativo Boletim na Mão, que permite às pessoas coletarem os boletins de urna e baixarem cópia para poder fazer contagem paralela de votos.

– TSE

Corte vai publicar na internet, pela primeira vez, em página de acesso público, arquivos de dados dos boletins de urna, o que permitirá a pessoas e entidades fiscalizadoras baixarem dados do repositório e processarem contagem própria. Também publicará os boletins com códigos QR.

Teste público de segurança da nova urna

– Forças Armadas

Exigiram que o novo modelo de urna eletrônica, o UE2020, a ser usado pela primeira vez em 2022, seja submetido ao mesmo teste público de segurança que os modelos anteriores dos equipamentos.

– TSE

Como o teste no modelo defendido pelos militares demora de três a quatro meses, o tribunal usou uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para incluir exames similares. A universidade recolheu o equipamento e levou para testes mais extensos em seus próprios laboratórios.

Teste de integridade nas seções eleitorais

– Forças Armadas

Proposta dos militares era realizar testes de urnas eletrônicas no dia da votação; atualmente, esses testes são feitos previamente nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

– TSE

A Justiça Eleitoral vai manter o teste de integridade nas salas preparadas dos TREs, por entender que as mudanças propostas pelas Forças Armadas poderiam “trazer prejuízos ao confundir os eleitores” com um convite para participar de uma segunda votação.

Leia também: “É proibido modernizar a urna eletrônica?”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 69 da Revista Oeste

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20 comentários
  1. Weber
    Weber

    A equipe das FFAA têm que analisar o software da urna eletrônic, por amostragem, após o TSE finalizar a gravação dos sistemas nas urnas. Pode haver sim alguma programacao no software da urna beneficiando algum candidato.

  2. Osvaldo Nogueira
    Osvaldo Nogueira

    URNAS ELETRÔNICAS:
    QUEREMOS DIREITOS IGUAIS AOS PARAGUAIOS……KKKKKKKK

  3. Osvaldo Nogueira
    Osvaldo Nogueira

    Qualquer analfabeto digital sabe que programas piratas podem ser preparados para se
    executarem somente no dia da votação.

  4. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    Faço uma sugestão ao ínclito TSE … na apuração sirvam aos fiscais dos partidos um bom arábica com Lexotan de 1000mg.

  5. Flavio
    Flavio

    Se não houver apuração paralela das FFAA, ou simultânea se preferir, ou impressão do voto para posterior conferência, pode acreditar que haverá manipulação dos votos.

  6. Edson TC
    Edson TC

    Ainda está faltando atender a sugestão principal que é conectar um computador das FFAA em paralelo com o computador usado para fazer a apuração, recebendo os mesmos dados, para ver se o resultado sai o mesmo (como deveria ser). Sem isso, continua sendo um voo no escuro sem instrumentos.

  7. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Não entendo a paciência do Ministério da Defesa em aceitar tanta ignorância do TSE sobre o que é realmente uma AUDITORIA. Fazem FAKEs que as urnas eletrônicas nunca foram fraudadas, se nunca foram auditadas; que o voto impresso é um retrocesso ao voto no papel, se o bilhete não é manuseado pelo eleitor que simplesmente faz a primeira auditoria sobre seu voto com a certeza que ele segue automaticamente para uma urna lacrada para posterior, ai sim, AUDITORIA por amostragem sorteada e se necessário RECONTAGEM para validar a apuração do TSE.
    Diante disso, porque o Ministério da Defesa não exige a implantação de uma “urna eletrônica” acoplada para o eleitor fazer o mesmo procedimento que faria no voto impresso, e esta urna seria para uso exclusivo dos TIs das FFAA e INDEPENDENTES para proceder a AUDITORIA e RECONTAGEM dos votos. Mesmo leigo em tecnologia da informação, penso que nessa primeira fase e com o software desenvolvido pelas FFAA as urnas tem que conter os mesmos votos, o que evitaria que malfeitores fraudassem a apuração final porque ela se submetera a RECONTAGEM das urnas das FFAA, que prevalecera quando houver divergência.
    Afinal, as FFAA são a INSTITUIÇÃO mais respeitada pela população brasileira e a JUSTIÇA ELEITORAL se quisesse evitar graves conflitos populares deveria agradecer esse comando.

  8. Daniel BG
    Daniel BG

    OMG! Por que o TSE/STF fazem isso com a gente? Queremos urnas de 3ª geração, que também imprimem uma cópia dos votos. Por que temos de engolir a arrogância de Barroso ao se fazer de desentendido e se pronunciar que desconhece tais urnas? Então duvidamos da confiabilidade das urnas atuais, naturalmente. Falta de dinheiro pro aumento dos salários do STF em 20% não há, nem ao Fundão Eleitoral.
    A imprensa tradicional tirou nota zero nas divulgações das manobras dos STF e TSE.

  9. Jeronimo
    Jeronimo

    Continuamos não acreditando nas urnas eletrônicas do jeito que está.

  10. Alberto Ricardo Marques
    Alberto Ricardo Marques

    Não entendo o interesse tão grande das Forças Armadas quererem participar ativamente das apuraçoes da eleição; coisa que até então não tinha acontecido. Será que é por causa dos questionamentos do Presidente Bolsonaro que foi eleito várias vezes pela urna eletrônica e agora não confia mais nelas?

    1. Paulo Renato Versiani Velloso
      Paulo Renato Versiani Velloso

      Sinto muito, mas você sofre de grave deficiência mental, é só isso. Procure não querer entender as coisas porque vai acabar por fritar os dois neurônios que te restam.

      1. Daniel BG
        Daniel BG

        A revista Veja, sob o comando de seu fundador, já foi boa, mas hoje já não produz notícia como antes.

  11. Cláudio Roberto Bianchi
    Cláudio Roberto Bianchi

    Vamo lá Xandão, to esperando mandar me prender

  12. Cláudio Roberto Bianchi
    Cláudio Roberto Bianchi

    Vamos acabar com esse papo de pedido.
    Paredão pra eles da corte
    Em praça pública

  13. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    “Reconheçam de imediato o resultado das urnas para aclamar o vencedor”, algo desse tipo já foi dito. É uma frase dúbia mas que para um bom entendedor, meia palavra basta. Aliás dúbio é esse sujeito quem disse isso, em todos os aspectos, TODOS!
    Estamos em 10 de agosto, então faltam exatamente 53 dias e que à marcha dos acontecimentos, eu acho que não terão tempo hábil de analisar milhões de linhas de programação e também os resultados das duas eleições majoritárias passadas, para formar uma análise mais coerente dos fatos na linha temporal, já que negaram o fornecimento desses dados, baseados em mais uma MENTIRA. Documentos públicos tem que ficar à disposição para análise em qualquer tempo, não tem essa de descartar algo do tipo, isso é conversa para boi dormir.
    Enfim, o cenário é o seguinte: A turma do TSE está, como sempre esteve na ofensiva e esses nossos garbosos militares em seus uniformes reluzentes sempre ficaram na defensiva. Então é o seguinte: Isso vai dar merda, estou avisando, depois que colocarem o cachaceiro ladrão no posto da presidencia da república, não vai adiantar reclamar, pois já estará reconhecido o resultado das urnas por outros governos e qualquer coisa que acontecer, mesmo que estejam com a razão, será visto como mais um golpe. É isso aí.

  14. Roberto Castelo Branco
    Roberto Castelo Branco

    O mesmo critério usado para afastar o coronel do Exército deveria ser usado para afastar a USP de qualquer teste com as urnas. Entidade gerou e patrocia cartinha contra o Poder Executivo.

  15. Ordem e Progresso
    Ordem e Progresso

    Somar as parciais de cada urna de forma PÚBLICA é uma novidade bem vinda nessa eleição.

    Sugiro colocar um militar ao lado de cada uma das urnas.

    Se o efetivo for maior do que 225.000 militares, não será problema.

  16. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    tse stf SÃO GOLPISTAS…
    então ficam só fazendo teatrinho, morde e assopra…
    TERGIVERSÃO como bons canalhas que são….

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