publicidade
Política

Em 3 meses de Sidônio na Secom, redes de Lula têm queda de engajamento

Desde 14 de janeiro, publicações do presidente da República registram queda de 10% em interações; nomes da direita veem seus números subirem

Lula escolheu Sidônio Palmeira como novo chefe da Secom | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula escolheu Sidônio Palmeira como novo chefe da Secom, desde janeiro deste ano | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Sidônio Palmeira assumiu a Secretaria de Comunicação Social (Secom) em 14 de janeiro de 2025, e, desde então, houve uma queda de 10% no engajamento das postagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais. Os dados são de um relatório da consultoria Bites, em encomenda do jornal O Globo.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Durante esse período, as publicações institucionais do governo registraram um aumento de 152,7% em interações, embora o desempenho ainda seja abaixo do de lideranças da direita.

A troca na Secom ocorreu depois de insatisfações com as estratégias de comunicação sob Paulo Pimenta. Nos primeiros três meses de Sidônio, Lula acumulou cerca de 26 milhões de interações, enquanto as contas governamentais somaram 4,65 milhões.

Leia também: “Desaprovação de Lula segue superior à aprovação”

Em comparação com seu oponente nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro liderou o quesito, com 90 milhões de interações. Esse número é quase 20 vezes maior do que o do governo federal.

Desafios na popularidade de Lula

Lula e sua mulher, Janja da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lula e sua mulher, Janja da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O diretor técnico da Bites, André Eler, observou que o aumento de interações nas contas governamentais não se refletiu na popularidade de Lula. Isso pode indicar dificuldades na gestão de Sidônio em ampliar o alcance das redes do presidente ou uma queda na imagem pública de Lula, que também teve menos postagens ao longo do ano passado.

Nomes da direita, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), viram um crescimento expressivo de interações, com aumentos de 84,1% e 50,6%, respectivamente.

Figuras do Executivo, como Lula, também registraram aumento. É o caso do ex-presidente Bolsonaro (PL), com alta de 34%; do governador de SP, Tarcísio de Freitas (67,4%); do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (64,6%); e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (17%).

Sidônio reconheceu falhas na comunicação do governo e destacou a importância de comunicar a “herança que encontrou” da gestão anterior, em referência à administração de Bolsonaro.

Leia também: “Voltamos aos bilhões”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 266 da Revista Oeste

O chefe da Secom defendeu o uso de mídias tradicionais como “complemento eficaz às redes digitais”. Ele afirmou que, embora a internet seja poderosa, mídias como rádio e TV ainda desempenham papéis significativos. A estratégia inclui o novo lema de março: “Brasil dando a volta por cima”.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade