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Política

Em nova operação contra fraudes no INSS, PF faz busca no sindicato do irmão de Lula

Frei Chico, vice-presidente do Sindnapi, não é investigado; ação cumpre 66 mandados em 7 Estados e no DF

frei chico
O sindicalista Frei Chico, irmão do presidente Lula, durante visita ao acampamento 'Lula livre', em Curitiba | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira, 9, mandados de busca e apreensão no Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), em São Paulo. O vice-presidente da entidade é José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ação faz parte da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, Frei Chico não é alvo da investigação.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, durante a ação, agentes entraram na sala de trabalho de Frei Chico no Sindnapi. Eles recolheram documentos e equipamentos, mas não mexeram em seus pertences.

Ao portal UOL, Frei Chico disse ter sido informado da operação por jornalistas. “Sem comentários, se a polícia quiser vir aqui investigar, pode vir”, afirmou. “Não tenho nada o que comentar.” Ele classificou as buscas como “absurdas”.

Os agentes também estiveram na casa do presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho, e nas residências de outros diretores. A defesa da entidade afirmou ter recebido a operação “com surpresa” e disse que comprovará a “lisura e a legalidade da atuação” do sindicato.

PF cumpre 66 mandados em sete Estados e no DF

Os advogados informaram que ainda não tiveram acesso ao inquérito nem à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as buscas. “Reiteramos repúdio e indignação com quaisquer alegações de delitos em nossa administração”, afirmou a direção do Sindnapi, em nota.

A operação ocorre em São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e no Distrito Federal. A PF informou que o objetivo é aprofundar as apurações sobre inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa e ocultação patrimonial.

Leia também: “Dino blinda aliado de irmão de Lula; presidente da CPMI do INSS critica”

O porta-voz do Sindnapi, Marco Piva, declarou que o sindicato “está muito tranquilo em relação a esse processo” e destacou seus “25 anos de serviços prestados a aposentados e pensionistas”. O presidente do sindicato, Milton Baptista, deve prestar depoimento, nesta quinta-feira, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no INSS. No entanto, ele tem habeas corpus do ministro do STF Flávio Dino para não ser preso e poder permanecer em silêncio.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que Frei Chico só será investigado se houver indícios de ligação ilícita, o que não ocorreu até o momento. Segundo ele, as apurações estão avançadas, e novas operações da PF devem ocorrer.

Sindicato de Frei Chico está fora do “núcleo do esquema” do INSS

O Sindnapi está na lista de investigados, mas ficou fora do grupo das 12 entidades que a Advocacia-Geral da União (AGU) considera o “núcleo do esquema”. Nessa ação, a AGU pede o bloqueio de R$ 2,5 bilhões.

Segundo o Tribunal de Contas da União, o número de associados do Sindnapi subiu de 237,7 mil em 2021 para 366,2 mil em 2023. Em fevereiro deste ano, a entidade foi responsável por mais de de 207 mil descontos.

As investigações começaram em abril e já identificaram suspeitos como Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti. Eles são apontados como articuladores do esquema. No entanto, ambos negam envolvimento.

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2 comentários
  1. Luiz Ricardo Assis
    Luiz Ricardo Assis

    Só esqueceu de falar que o irmão dele não é alvo dos mandados.

  2. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Mas que conveniente… É bem a cara da ultra extrema esquerda cleptocrata do Lula, quiçá a limpeza antes da ação da PF tenha sido por ela mesma. Nesses tempos escuros onde a alta casta do Judiciário fabrica provas em ritmo industrial, é mais uma mal ajambrada cortina de fumaça que não resiste a uma fração de segundo de luz.

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