Presidente do Tribunal Superior Eleitoral alega que adiamento de eleições depende da anuência do Congresso

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, defendeu nesta segunda-feira, 8, o adiamento das eleições municipais de 2020 para o final de novembro ou início de dezembro. Entretanto, o ministro alegou que essa decisão depende exclusivamente do Congresso Nacional.
Receba nossas atualizações
Congresso: Maia sinaliza que eleições municipais podem ser adiadas para novembro
A afirmação foi dada durante reunião realizada na sede do TSE da qual também participaram o vice-presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O encontro teve o objetivo de discutir a realização do pleito em à pandemia do coronavírus.
Covid-19: confira os números sobre o coronavírus
Barroso relatou aos líderes que conversou nas últimas duas semanas com oito especialistas (epidemiologistas, infectologistas, sanitarista, físico especializado em estatística de pandemia e biólogo). Ele afirmou que há um consenso médico sobre a necessidade do adiamento por algumas semanas – primeiro turno entre a segunda quinzena de novembro e o começo de dezembro. Barroso deixou claro, porém, que a definição da data é uma “decisão política”.
“Todos os especialistas têm posição de consenso de que vale a pena adiar por algumas semanas, mas não deixar para ano que vem (2021) porque não muda muito do ponto de vista sanitário. Eles acham que agosto, setembro, a curva pode ser descendente. Endossaríamos, portanto, a ideia de adiar por algumas semanas”, disse Barroso aos parlamentares.
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.