‘Está na hora de terminar mesmo’, diz Jorginho Mello sobre CPI da Covid

Senador de Santa Catarina respondeu a 5 perguntas formuladas por Oeste
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Senador Jorginho Mello | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Senador Jorginho Mello | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), pretende apresentar seu parecer final em setembro, dando sinais de que a comissão não deve ir até o início de novembro, prazo máximo estabelecido para a conclusão dos trabalhos.

Em entrevista a Oeste, o senador Jorginho Mello (PL-SC) disse acreditar que a comissão “começou a andar em volta” e, na sua avaliação, a CPI encerrará “sem brilho nenhum”. A seguir, as cinco perguntas respondidas pelo senador.

Leia mais: “Senadores da CPI da Covid fazem ‘visita de solidariedade’ a Alexandre de Moraes”

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1 — O relator da CPI pretende apresentar o relatório no final em setembro. O senhor acredita que é um prazo suficiente?

Sim, porque os assuntos, as narrativas já foram construídas de ambas as partes, e agora a comissão começou a andar em volta, que nem cachorro atrás do rabo. Está na hora de terminar mesmo, para focarmos em reformas, outras coisas que nós temos de fazer. O palanque político já foi longe demais. Agora é, de forma respeitosa, encerrar e encaminhar para onde tem de encaminhar, e  irmos cuidar da vida. Acho que a maioria da cúpula da CPI já entendeu. Querem condenar o presidente por curandeirismo, porque não têm o que condenar, vai condenar por quê?

2 — O requerimento para investigar repasses da União a Estados e municípios não entrou no foco da comissão. Vai ficar uma lacuna na CPI?

Sim, porque não quiseram investigar quem realmente desviou dinheiro, fez corrupção, emitiu nota fria, mandou dinheiro para casa de massagem, que foi o caso do meu Estado, Santa Catarina —, R$ 33 milhões. Tem o caso do Consórcio Nordeste, R$ 48 milhões para a empresa da maconha [em referência a Hempcare, que comercializa cosméticos à base de maconha]. Tem o caso da adega de vinho no Amazonas. Isso tudo ficou feio, a CPI tinha de ir no caminho do dinheiro, procurar quem gastou, porque isso matou gente, porque não se comprou respiradores, equipamentos, nem leitos de UTI. Mas eles não querem porque têm medo que chegue nos Estados deles.

“A comissão ficou manca, não foi imparcial, foi constituído um grupo para acusar o presidente da República”

3 — A população cobra que os repasses da União sejam melhor fiscalizados?

Sem dúvida, a população queria que se investigassem Estados e municípios que meteram a mão no baleiro, mas eles blindaram. O Supremo também blindou os governadores e, infelizmente, a gente não conseguiu avançar, superar esse obstáculo. A comissão ficou manca, não foi imparcial, foi constituído um grupo para acusar o presidente da República. A CPI encerra sem brilho nenhum.

4 — Mesmo com a CPI, como o senhor avalia a atuação do governo federal para implementar a agenda de trabalho? 

O governo continua fazendo entregas. O ministro Tarcísio, por exemplo, tem feito um ótimo trabalho na alocação de recursos e na conclusão de rodovias federais. Uma pena que a chapa está quente. Essa questão do Supremo, temos de acalmar o jogo para fazer o Brasil avançar, cumprir a imunização, até novembro ter todo mundo vacinado, a economia voltando. A economia está forte, está bombando. Enfim, tem tanta coisa mais importante para ajudarmos o Brasil do que ficar perdendo tempo e dando palanque na pandemia.

5 — O Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), de autoria do senhor, também tem ajudado a manter a economia. Como avalia a iniciativa?

O Pronampe é um sucesso, já emprestamos R$ 60 bilhões. Nunca houve no Brasil uma linha de crédito com essa envergadura, com essa taxa de juros, com esse prazo. Foi um feito extraordinário, ajudou muito a não aumentar o desemprego e a quebradeira de empresas. Agora, estamos ajudando o pessoal de eventos, 20% do dinheiro dessa última leva foi para esse setor, porque faz 18 meses que eles não faturavam R$ 1, são os mais afetados. Tem de ressuscitá-los, eles não estão com problema, eles morreram, tem de ressuscitá-los.

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6 comentários

  1. Boa reportagem Marangoni. É isso, a CPI proliferou retumbantes análises junto aos brasileiros, nos mais distantes rincoes, onde hoje se chegam notícias de todas as mídias televisivas, mas também das mídias sociais, de grau de importância notável.
    AGORA A DEFESA DA DEMOCRACIA É DIRETA COM O POVO.
    Avancemos.

  2. Essa palhaçada não tinha nem que ter começado. O que interessa que é o desvio de dinheiro promovido por Estados e Municípios passou longe de ser investigado.

  3. ENTENDO QUE O SENADOR RODRIGO PACHECO, PRESIDENTE DO SENADO, DEVERIA TER UMA ATITUDE CORAJOSA, DIGNA E DEIXAR O COMODISMO DE LADO, LEMBRANDO AOS DIRIGENTES DESSA TAL CPI , POR ESCRITO E COM TODAS AS LETRAS, QUE FOI AUTORIZADA SUA INSTALAÇÃO COM A INTEGRAÇÃO, TAMBÉM, DO PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO DAS VERBAS ENVIADAS PELA UNIÃO AOS ESTADOS E MUNICÍPIOS PARA COMBATE À PANDEMIA. SE PACHECO NÃO TEM CORAGEM PARA ENFRENTAR MOMENTOS DIFÍCEIS NÃO DEVERIA TER SE CANDIDATADO AO CARGO. SIMPLES ASSIM. AFINAL, O CIDADÃO CONTRIBUINTE NÃO TRABALHA PARA PAGAR IMPOSTOS GASTOS SEM CRITÉRIO E MONTAGEM DE PALANQUES ELEITORAIS.

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