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Política

Ex-economista do Master ministrou curso para Fundação do PT

Contratação de especialista conflita com discurso do partido contra o sistema financeiro

O economista e professor Paulo Gala, ex-Banco Master: aula para os petistas | Foto: Reprodução/Redes sociais
O economista e professor Paulo Gala, ex-Banco Master: aula para os petistas | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Fundação Perseu Abramo, braço filosófico do PT em São Paulo, promoveu em 2025 um curso de formação política com o apoio de um especialista que, entre novembro de 2023 e julho do ano passado, ocupou o cargo de economista no Banco Master. Trata-se de Paulo Gala, professor da Fundação Getúlio Vargas.

A iniciativa ganhou repercussão depois da crise que levou à liquidação da instituição financeira, envolvida em fraudes contra o sistema financeiro. O curso integrou um programa de capacitação voltado a militantes, pesquisadores e gestores públicos. Em seu perfil no LinkedIn, Gala defende a presença do Estado na economia. 

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PT: discurso contraditório 

A proposta era discutir principalmente temas como desenvolvimento econômico, políticas públicas e desafios do mercado de trabalho. À época, a participação do economista não gerou contestação pública. O curso ocorreu antes da fase mais aguda da crise do Master. Ainda assim, o vínculo passou a ser explorado sobretudo diante do discurso recorrente do PT contra práticas do sistema financeiro.

Segundo o site O Antagonista, com base em reportagem no jornal Folha de S.Paulo, o economista convidado atuou como expositor em módulos técnicos e acadêmicos. A organização justificou dessa forma que a sua contratação deveu-se à trajetória profissional e experiência em análise macroeconômica, sem envolvimento em decisões administrativas ou operacionais do banco.

Leia também: “O Master e os manés”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 307 da Revista Oeste

Em nota, a Fundação Perseu Abramo afirmou que o curso teve caráter “plural e acadêmico”. A entidade sustentou ainda que a escolha de palestrantes seguiu critérios técnicos e que a participação ocorreu em período anterior às investigações sobre o Banco Master.

O episódio ampliou o debate sobre a relação entre partidos políticos e profissionais do mercado financeiro. Aliados do governo tentaram minimizar o caso. Assim, reforçaram que fundações partidárias costumam convidar especialistas de diferentes correntes para atividades de formação.

O PT, por sua vez, ressaltou que não houve repasse de recursos nem vínculo institucional entre a fundação e o Banco Master. O partido também afirmou que suas posições públicas sobre o sistema financeiro permanecem inalteradas.

Já interlocutores da fundação argumentam que a atividade não implica endosso a práticas empresariais. Para eles, a presença de economistas com passagem pelo setor privado é comum em ambientes acadêmicos e de debate público.

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1 comentário
  1. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Cada vez mais claro a participação do PT no banco Master. E só podia ser um corruPTista da FGV a doutrinar corruPTistas. Visto uma organização SÉRIA não contrataria esse gala. Kkkkkkkkkkkkkkkk.

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