A Reag Investimentos entrou no centro de uma investigação que apura um suposto esquema de desvio de recursos do Banco Master por meio de fundos de aplicação. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), valores que somam R$ 1,45 bilhão circularam por estruturas controladas pela gestora. Os recursos teriam como beneficiários finais os filhos de João Carlos Mansur, fundador da empresa.
As conclusões, segundo o site Metrópoles, aparecem em manifestação do MPF que apoiou pedido da Polícia Federal para incluir Mansur entre os investigados da segunda fase da Operação Compliance Zero. A ofensiva foi deflagrada em 14 de janeiro e avançou principalmente sobre suspeitas de atuação coordenada entre o Banco Master e a Reag.
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Master, Reag e a estrutura dos fundos
De acordo com o processo no Supremo Tribunal Federal (STF), uma apuração do Banco Central identificou sobretudo indícios de que a Reag serviu de instrumento para desviar recursos do conglomerado financeiro. O documento sustenta que pessoas próximas a Mansur teriam participação na engrenagem do esquema.
Entre os veículos financeiros mencionados estão os fundos Astralo 95 e Reag Growth 95. Para os investigadores, esses fundos integram uma cadeia extensa e complexa de controle societário. Os beneficiários finais declarados seriam Lucas Francolina Falbo Mansur, Marina Franco Falbo Mansur e Alex Franco Falbo Mansur, todos filhos do fundador da gestora.
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Segundo o MPF, as transações não ocorreram de forma isolada. Ao contrário, haveria coordenação entre as instituições para permitir assim a transferência dos valores a destinos considerados alheios aos interesses do Banco Master.
Ainda conforme os autos, a complexidade das operações reforça a suspeita de um objetivo comum: retirar recursos do conglomerado Master e direcioná-los a outros veículos financeiros. Essa dinâmica, para os investigadores, indicaria um modelo estruturado de desvio. Um dia depois da deflagração da operação, o Banco Central decretou a liquidação da Reag. A autarquia afirmou que a medida decorreu de graves violações às normas que regem as instituições do Sistema Financeiro Nacional.
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