publicidade
Economia

Master: Justiça investiga fundo que tinha como beneficiários filhos de bilionário

Autoridades apuram envolvimento da Reag Investimentos, de João Carlos Mansur, em transação de quase R$ 1,5 bilhão

O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos | Foto: Divulgação/Reag
O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos | Foto: Divulgação/Reag

A Reag Investimentos entrou no centro de uma investigação que apura um suposto esquema de desvio de recursos do Banco Master por meio de fundos de aplicação. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), valores que somam R$ 1,45 bilhão circularam por estruturas controladas pela gestora. Os recursos teriam como beneficiários finais os filhos de João Carlos Mansur, fundador da empresa.

As conclusões, segundo o site Metrópoles, aparecem em manifestação do MPF que apoiou pedido da Polícia Federal para incluir Mansur entre os investigados da segunda fase da Operação Compliance Zero. A ofensiva foi deflagrada em 14 de janeiro e avançou principalmente sobre suspeitas de atuação coordenada entre o Banco Master e a Reag.

Receba nossas atualizações

Master, Reag e a estrutura dos fundos

De acordo com o processo no Supremo Tribunal Federal (STF), uma apuração do Banco Central identificou sobretudo indícios de que a Reag serviu de instrumento para desviar recursos do conglomerado financeiro. O documento sustenta que pessoas próximas a Mansur teriam participação na engrenagem do esquema.

Entre os veículos financeiros mencionados estão os fundos Astralo 95 e Reag Growth 95. Para os investigadores, esses fundos integram uma cadeia extensa e complexa de controle societário. Os beneficiários finais declarados seriam Lucas Francolina Falbo Mansur, Marina Franco Falbo Mansur e Alex Franco Falbo Mansur, todos filhos do fundador da gestora.

Leia também: “O Master e os manés”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 307 da Revista Oeste

Segundo o MPF, as transações não ocorreram de forma isolada. Ao contrário, haveria coordenação entre as instituições para permitir assim a transferência dos valores a destinos considerados alheios aos interesses do Banco Master.

Ainda conforme os autos, a complexidade das operações reforça a suspeita de um objetivo comum: retirar recursos do conglomerado Master e direcioná-los a outros veículos financeiros. Essa dinâmica, para os investigadores, indicaria um modelo estruturado de desvio. Um dia depois da deflagração da operação, o Banco Central decretou a liquidação da Reag. A autarquia afirmou que a medida decorreu de graves violações às normas que regem as instituições do Sistema Financeiro Nacional.

Leia mais notícias de Economia na Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.