O debate sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas ganhou destaque com a declaração do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele apoia a medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que incluiu as facções brasileiras na lista de grupos terroristas.
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Ao defender sua posição, Santana se distanciou da visão do presidente do Brasil. Ele afirmou que já expôs seu posicionamento diretamente ao chefe do Executivo e considerou inadequado o discurso feito por Lula logo depois do anúncio de Trump, conforme reportou o portal Metrópoles.
Visão de Lula e defesa da colaboração internacional

Durante evento em Sergipe, Lula enfatizou que a repressão às facções deve ficar sob responsabilidade das forças de segurança nacionais. O petista rejeita interferências estrangeiras. Contudo, Santana avalia que a colaboração internacional é fundamental para combater essas organizações.
O ex-ministro argumentou que as ações do PCC e do Comando Vermelho configuram terrorismo em todo o país e defendeu rigor total nas classificações. “O PCC e o Comando Vermelho causam terrorismo no Brasil inteiro”, afirmou. “O que houver de pior para classificar esse pessoal, tem que classificar.”
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Camilo Santana, que deixou a pasta em abril para focar as eleições, também criticou o uso político do tema da segurança pública. “Não podemos usar esse tema da segurança para fazer politicagem, como é feito lá no Ceará todos os dias pelo nosso adversário”, tratou. “É um desafio que precisa estar acima de qualquer questão partidária ou política.”
Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira 10, seis em cada dez brasileiros apoiam a decisão de considerar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas internacionais.





































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