Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), cancelou um período de férias e voltou a Brasília para participar de uma acareação determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A audiência está marcada para a próxima terça-feira, 30, em pleno recesso do Judiciário.
A acareação integra o inquérito que apura possíveis irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília. A operação foi barrada pelo Banco Central do Brasil, que identificou indícios de inconsistências na transação.
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Além de Costa, devem participar do encontro o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. O objetivo é confrontar versões sobre as tratativas envolvendo a negociação entre as instituições financeiras.
Costa foi afastado da presidência do BRB em novembro, por decisão judicial. Apesar da possibilidade de participação por videoconferência, o ex-dirigente optou por comparecer presencialmente à audiência.
Inquérito sobre o Banco Master está no Supremo
No começo de dezembro, Toffoli determinou que a investigação passasse a tramitar diretamente no STF, depois de um pedido apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro. Com a decisão, todas as medidas relacionadas ao caso ficaram concentradas sob a relatoria do ministro.
Toffoli também decretou sigilo sobre os autos. Conforme a decisão, a medida busca preservar a eficácia das investigações e evitar interferências externas. Na semana passada, o ministro autorizou a realização imediata de diligências preliminares.
A Polícia Federal (PF) recebeu prazo inicial de 30 dias para conduzir as primeiras oitivas e levantar informações junto de órgãos públicos e empresas privadas. O despacho também prevê a possibilidade de pedidos individualizados de quebra de sigilo telefônico, telemático, fiscal ou de correspondência, desde que devidamente fundamentados.
Apuração de prejuízos bilionários
O inquérito investiga suspeitas de fraudes financeiras que envolvem o Banco Master. As apurações buscam esclarecer a dimensão dos prejuízos, estimados em bilhões de reais, e a responsabilidade dos envolvidos na tentativa de aquisição da instituição pelo BRB.
A acareação marcada para o fim do mês é considerada uma das principais diligências desta fase inicial da investigação, por reunir, simultaneamente, representantes do banco estatal, da instituição privada envolvida na negociação e do órgão regulador do sistema financeiro.
Leia também: “Anatomia de uma fraude”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 301 da Revista Oeste
Poderiam tratar também do caso de um certo contrato milionário para prestação de serviços ao banco…
Devem estar ensaiando a acareação a semanas para que tudo fique dentro do script