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Política

Ex-procurador e 'Careca do INSS' tentam anular investigação da Polícia Federal sobre fraudes

Esquema envolve descontos ilegais em contracheques de aposentados

Empresário conhecido como “Careca do STF” é citado em apuração sobre fraudes na Previdência com apoio de servidores do INSS | Foto: Agência Brasil
Empresário conhecido como 'Careca do STF' | Foto: Agência Brasil

O ex-procurador do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Virgílio Antônio Filho e os empresários Maurício Camisotti e Antônio Carlos Camilo Antunes, este último conhecido como “Careca do INSS”, foram à Justiça Federal em Brasília. Eles pedem a anulação da investigação da Polícia Federal (PF) que apura fraudes milionárias ligadas à Previdência Social.

Segundo a PF, os três participaram de um esquema de corrupção que envolve contratos com entidades de classe conveniadas ao INSS.

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Ex-procurador Virgílio Antônio Filho também recorre à Justiça para tentar anular investigação da Polícia Federal sobre fraudes no INSS |  Foto: Reprodução/Redes sociais
Ex-procurador Virgílio Antônio Filho também recorre à Justiça para tentar anular investigação da Polícia Federal sobre fraudes no INSS | Foto: Reprodução/Redes sociais

Essas associações aplicavam descontos automáticos em contracheques de aposentados e repassavam valores a empresas privadas.

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Segundo os investigadores, a fraude teve apoio de servidores públicos e contou com omissão dentro do próprio INSS.

A PF afirma que os descontos ocorreram sem consentimento dos segurados e com autorização irregular.

Defesa tenta travar a investigação

Diante das denúncias, os acusados alegaram abuso de autoridade e pedem o fim da investigação. O processo está sob análise da 15ª Vara Federal de Brasília.

Além disso, a defesa tenta barrar novas medidas, como bloqueios de bens ou quebra de sigilos bancários e fiscais. A estratégia busca interromper o avanço das apurações e evitar desdobramentos mais graves.

Crise no INSS chega ao governo federal

A PF avalia expandir o inquérito para investigar outros empresários ligados a sindicatos e entidades conveniadas. Para isso, o objetivo é apurar conexões e mapear o alcance da rede de repasses ilegais.

Agentes da PF afirmam que o caso pode revelar falhas de fiscalização e ligações políticas com os beneficiários do esquema. Até o momento, o INSS não comentou o caso nem divulgou nota oficial.



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