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Política

Exército e Ministério do Esporte brigam por dívidas da Olímpiada de 2016

Impasse sobre passivo de R$ 54 milhões mantém instalações de R$ 1 bilhão fechadas

A Olimpíada de 2016 foi realizada no Brasil | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
A Olimpíada de 2016 foi realizada no Brasil | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Uma briga entre o Ministério do Esporte e as Forças Armadas sobre a responsabilidade pelos custos de manutenção das estruturas da Olimpíada de 2016 parou na mesa de conciliação da Advocacia-Geral da União (AGU). Conforme apuração do jornal O Estado de S. Paulo, as pastas não chegam a um acordo sobre um passivo de R$ 54,5 milhões acumulado até o fim do ano passado. Enquanto a Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF) analisa o caso — processo que pode levar até dois anos —, equipamentos que custaram cerca de R$ 1 bilhão permanecem fechados e sofrem com o abandono.

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O conflito escalou quando o Ministério do Esporte, sob a gestão de André Fufuca, suspendeu repasses sob a justificativa de que os custos eram “muito altos” e não constavam no Orçamento. O Exército, que geriu o Parque Olímpico de Deodoro por meio de um acordo de cooperação desde 2017, optou por suspender treinamentos e eventos diante da insegurança jurídica e da falta de verba. A parceria entre os órgãos encerrou oficialmente em fevereiro de 2025, logo que a pasta do Esporte sinalizou desinteresse na renovação.

Deterioração de estrutura da Olimpíada

A situação mais crítica atinge o complexo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio. O espaço de 496 mil metros quadrados abriga centros de tiro esportivo, pentatlo moderno, hóquei sobre a grama e arena multiuso. O custo anual de manutenção gira em torno de R$ 20 milhões. De acordo com o Estadão, as arenas de tiro e hóquei já perdem a capacidade de uso devido à falta de conservação especializada.

Os militares levaram o caso à AGU no fim de 2025 por entenderem que o Exército não possui folga orçamentária para assumir dívidas de anos anteriores deixadas pelo ministério civil. O imbróglio também envolve estruturas menores geridas pela Marinha e pela Aeronáutica, localizadas dentro de unidades militares, que consumiam juntas R$ 4,9 milhões anuais para manutenção e preparação de atletas.

Solução pode demorar até dois anos

O Ministério do Esporte afirmou em nota que busca uma solução para o passivo com o auxílio da CCAF e sustenta que a responsabilidade atual pela manutenção do legado olímpico recai sobre o Ministério da Defesa. Já a AGU informou que as negociações estão em curso, mas não existe um prazo determinado para a conclusão, com estimativas que variam de seis meses a dois anos.

Servidores que acompanham o impasse não descartam a judicialização do tema caso a mediação fracasse. Enquanto o governo tenta destravar os nós burocráticos e financeiros, o patrimônio público construído para as Olimpíadas continua sem serventia para a população e para os atletas de elite, evidenciando o abandono de uma das principais promessas de infraestrutura esportiva do país.

Leia também: “Gleisi recebeu presidente de escola de samba no Planalto antes de desfile pró-Lula”

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4 comentários
  1. Ana Cláudia Chaves da Silva
    Ana Cláudia Chaves da Silva

    E a história se repete, bilhões indo pro ralo da incompetência.

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Duas porcarias desnecessárias brigando por mim é melhor fechar os dois exército inul e ministério do esporte antro de gatunos

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Quando o abismo chega no seu quintal, apenas demonstra a incapacidade de Governar uma nação, pensando ser seu feudo.🤪

  4. Mônica Guimarães Schinemann
    Mônica Guimarães Schinemann

    Meu Deus. Só no brasil uma coisa dessas acontece. Vergonha no último grau.

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