Exército proíbe militares de compartilhar ‘informações sem veracidade’ sobre a pandemia

Diretriz é do comandante-geral Paulo Sérgio Nogueira e se estende a familiares dos integrantes da Força
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Para militares retornando de viagem internacional, será preciso apresentar um exame PCR negativo
Para militares retornando de viagem internacional, será preciso apresentar um exame PCR negativo | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O comandante-geral do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, proibiu militares e parentes de compartilharem informações sem veracidade sobre a pandemia. Publicada na terça-feira 4, a diretriz do alto comando da Força está valendo.

“Não deverá haver difusão de mensagens em redes sociais sem confirmação da fonte e da veracidade da informação”, estabelece o documento, ao mencionar que os militares deverão orientar familiares a seguirem a mesma conduta.

A determinação consta em um documento com outras orientações.

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Diretrizes do Exército além da pandemia

Assinada pelo general Paulo Sérgio, a Diretriz 001/2023 não é uma iniciativa singular do Exército em relação ao combate à pandemia, mas sim uma adequação à orientação do Ministério da Economia quanto ao retorno seguro ao trabalho presencial. Ela se baseia em regras determinadas pelo Ministério da Saúde.

O documento não foi elaborado por meio de iniciativa individual do comandante, mas em resposta a uma necessidade de normatização. Iniciativa similar foi tomada pelo Ministério da Defesa por meio da Portaria 4.855.

Além da recomendação sobre evitar compartilhamento de informações falsas, ela traz outras 51 recomendações, como, por exemplo, adotar medidas de prevenção à contaminação durante manobras militares ou avaliar a pertinência de missões no exterior ainda não iniciadas.

A diretriz foi interpretada por órgãos de imprensa como uma determinação contrária ao discurso do presidente Bolsonaro, que defende o livre-arbítrio sobre o uso ou não da vacina. Assim, foram levantados questionamentos sobre a obrigatoriedade da vacina no meio militar.

Nos bastidores, fontes ouvidas por Oeste afirmam que nenhum militar que optar por não tomar vacina vai ser impedido de trabalhar.

Leia também: “Darwin e a apoteose vacinal”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 91 da Revista Oeste

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17 comentários Ver comentários

  1. Peço um aparte para apresentar um outro entendimento, diferente do que parece ser a tendência nos demais comentários.

    Temos visto tantas manifestações autoritárias de autoridades, que a nossa sensibilidade a isso está muito aguçada. Mas, se lermos com atenção e compararmos com o que temos visto, logo reconheceremos que o posicionamento do Exército é natural e até previsível.

    Observem o que está entres aspas nesta matéria, supostamente extraído da própria diretriz: “Não deverá haver difusão de mensagens em redes sociais sem confirmação da fonte e da veracidade da informação”. Nada mais óbvio! É apenas um lembrete de algo que é totalmente arraigado na cultura militar. Comparem, por exemplo, com os termos das proibição feitas pelo governador de São Paulo sobre as manifestações de policiais militares (https://revistaoeste.com/politica/governo-doria-veta-manifestacoes-politicas-de-agentes-da-policia-militar/).

    É claro que a veracidade de algo sempre será questionável, principalmente para quem se sente prejudicado, mas, neste caso, o entendimento, penso eu, deve ser que veracidade é algo que é sustentado pela credibilidade pública da fonte e dos métodos que produziram a informação, mesmo que se postulem outras verdades.

    Este ano, nem preciso dizer, será um ano especial. Um ano em que se tentará, rotineiramente, construir verdades por meio de narrativas, portanto fora do critério citado anteriormente. Acredito que esse é o motivo pelo qual o Comandante do Exército se propôs a reforçar, naqueles que de alguma forma estão vinculados ao seu comando (subordinados ou não), a preocupação com os cuidados para não serem arrastados pelas narrativas e assim não diminuírem a própria credibilidade e a credibilidade da instituição.

    Seria até estranho, se ao início de uma guerra retórica como a que se espera para este ano, um comandante não viesse a orientar suas tropas sobre como combater o bom combate e sobreviver a essa guerra.

    Já os “órgãos de imprensa”, na verdade “extrema imprensa”, o melhor é ignorar.

    Sobre a obrigatoriedade ou não da vacina no meio militar, é preciso, antes de mais nada, entender que militar não é um cidadão exatemente igual aos outros. Há um contexto específico para esses cidadãos, definido na própria Constituição e em legislação específica, e isso é levado em conta naquilo que o militar é obrigado ou não. Mas é óbvio que a extrema imprensa tenta fazer uma generalização que enfraqueça a instituições militar. Faz parte do plano dela.

  2. Exército proibe os seus de espalhar Fake News tudo normal, menos na bozolandia, que acha que mentir descaradamente é um direito adquirido. Será que o veio da havan sabe que a loja dele é agora da filha da Dilma, conforme “noticiou” a cacarla zambeli

  3. O General OSÓRIO deixou muito claro que A FARDA NÃO ABAFA O CIDADÃO NO PEITO DO SOLDADO, Será que o Comandante do EB conhece o passado do General OSÓRIO?
    Acho que ele deve ser discípulo do Agripino Filho. Que vergonha!!!
    Será que o Comandante do EB não se lembra dos Heróis da FEB que lutaram contra o Nazismo, aquele sistema político que obrigava o povo a pensar igual ao chefe? Conclusão: Infelizmente este General pensa igual aquele Cabo que tentou destruir a Humanidade.

  4. Esse negócio de dizer se isso ou aquilo é ou não uma notícia falsa, uma mentira, não passa de uma simples discussão bizantina, isso não tem fim. Eu credito esse tipo de discussão a pessoas desocupadas, que não tem o que fazer, uns sem noção, sem vergonha na cara e por aí vai. Vão procurar algo mais produtivo para fazer, seus desocupados. Vão pintar meio fio, capinar um lote e outra coisas de maior valor, porra! Se alguém da Folha de S.Paulo publica que o Lula é a alma mais pura do universo um primor de pessoa, o que irá acontecer: 56 milhões de pessoas dirão que é mentira e outros 48 milhões, dirão que é verdade e daí, quem está com a verdade, seus tolos!

  5. Ótima decisão, principalmente em ano de eleição. Muitos militares melancias divulgam fakes a partir das FFAAs. Isso é um aviso para TODOS. Fake news NÃO. O governo deveria baixar essa norma para TODOS os funcionários públicos ligados ao EXECUTIVO. As repartições foram aparelhadas pelo PT. Tem que limitar mesmo as fake news.

    1. Pois é, não é mestre… Se alguém disser que o Bolsonaro teve uma intoxicação alimentar por causa de um camarão, os pescadores de Santa Catarina vão ficar furiosos com isso, pois é o seu principal produto da pesca, aí dirão que se trata de mais uma fake news. Ele teve ou não teve essa intoxicação ó mestre do Oráculo da área de comentários! O dono da verdade, quem será, mestre? Não, não, isso é fake news vaticina o mestre, profeta da verdade absoluta… um Deus do Olimpo!… Saravá, meu pai…

  6. Medidas disciplinares eu até concordo que tem que haver, algo que diga a respeito à corporação. Agora, proibir até familiares dos militares de difundir, compartilhar informações nas redes, esse milico não está a avançar por demais nas atribuições dele? Os familiares dos militares vão consultar quem, qual é o oráculo que será consultado antes de se confirmar se tal informação de caráter civil por sinal, pois está nas redes sociais, nada a ver com informações militares, isso é outra coisa. Não vamos misturar alhos com bugalhos aí milicão!

    1. Parabéns ao Comandante geral. Parabéns Presidente Bolsonaro. Enquanto isso o Lula e sua organização lutam para controlar a mídia e “colocar os cristãos em seu devido lugar”. Os comunistas são a expressão do mal no Brasil

  7. What porra is fucking that?: “informações sem veracidade’.
    Puta que pariu! Estamos fudidos!
    Não há linguajar mais adequado.

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