Em vídeo publicado nesta quinta-feira, 21, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comenta o indiciamento dele e do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pela Polícia Federal (PF), sob ordens do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Sou o mais votado congressista na história do Brasil, morando em exílio nos Estados Unidos”, desabafa o parlamentar, que vive há meses com a mulher e os filhos no Estado norte-americano da Flórida. “Porque meu país não é mais um lugar seguro para estar, nem mesmo para falar.”
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Residente nos EUA desde o final de fevereiro, Eduardo explica, em inglês, que a PF, “sob o controle de Alexandre de Moraes, está me acusando, formalmente, de violência e abolição da lei”. O processo pode resultar em uma sentença de mais de 12 anos de prisão.
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O deputado atribui o indiciamento a sua atuação nos EUA, onde está “denunciando a violação de direitos humanos de Alexandre de Moraes e seus parceiros”. O STF estaria, de acordo com o congressista, considerando também acusar integrantes do governo Trump, assim como deputados e senadores norte-americanos, por darem ouvidos às denúncias do parlamentar brasileiro.
🇧🇷🇺🇸 Supreme Court Justice Alexandre de Moraes is asking for decades of prison for me. He is treating President @realDonaldTrump, @SecRubio, and @SecScottBessent as a criminal organization.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 21, 2025
Here is what is happening in Brazil and why I am denouncing his human rights violations. pic.twitter.com/qj0SeoztLx
Eduardo descreve um revanchismo da Corte. De acordo com ele, diante dos cancelamentos de vistos de seus ministros e das sanções contra Moraes baseadas na Lei Magnistky, o STF endurece o processo contra o deputado devido à “ausência de coragem” para investigar formalmente as autoridades norte-americanas.
“Mas eu já disse a eles que eu não vou parar”, afirma Eduardo. “Vou continuar denunciando as violações deles de direitos humanos. E por quê? Porque eu quero aumentar a pressão contra essas violações dos direitos humanos.”
O objetivo de Eduardo, conforme dito no vídeo, é fazer a anistia dos presos do 8 de janeiro avançar no Parlamento brasileiro, que atualmente estaria amedrontado pelo STF. “O Congresso deveria ser livre para votar o PL da anistia”, diz. “Esse é o meu objetivo, esse é o que eu quero, eu vou resgatar o meu país e acho que eu não mereço esse tipo de acusação.”

Relatório da PF divulgou mensagens entre Eduardo e Jair Bolsonaro
A PF comunicou o indiciamento de Eduardo e Jair Bolsonaro na última quarta-feira, 20. Eles são acusados de coação no andamento do processo que apura a suposta tentativa de golpe de Estado, caso no qual o ex-presidente é o principal investigado.
A PF diz que Eduardo, em solo norte-americano, teria articulado pressões e sanções contra autoridades do Brasil. A instituição divulgou um relatório de 170 páginas que inclui diálogos entre o ex-presidente e deputado licenciado — que são pai e filho.
Segundo a investigação, o inquérito foi instaurado em maio por ordem do ministro Alexandre de Moraes. O relatório final revela que, com o apoio do jornalista Paulo Figueiredo e do pastor Silas Malafaia, ambos buscaram interferir no processo em que Jair Bolsonaro responde por suposta tentativa de golpe depois das eleições de 2022.
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Como Trump bem definiu, a “caça às bruxas” (no sentido que o Brasil está vivendo a Idade Média que aconteceu na Europa e os inquisidores são 8 do STF) está correndo solta no Brasil.
Os monstros alinhados, mais se parecem a um conto de bruxaria, como o grande olho de Sauron, em O Senhor dia Anéis. Não têm freio, não têm compaixão. Punição atrás de punição. Acusações absurdas e infundadas.
Eduardo, você é um herói, tão grande quanto a seu pai e sua família.