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Política

Festa privada de Toffoli no Tayayá teve consumo liberado a convidados

Relato de funcionária descreve passagem do ministro pelo resort no fim de 2025

Ministro Dias Toffoli, do STF | Foto: José Cruz/Agência Brasil
Ministro Dias Toffoli, do STF | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli promoveu uma celebração de Ano Novo no Resort Tayayá, no fim de 2025, com acesso livre a bebidas para os convidados. A informação consta de apuração do jornal O Estado de S. Paulo, que ouviu funcionários do local durante uma estadia no hotel.

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Segundo o relato, os participantes levaram parte das próprias bebidas, como vinhos e espumantes. No bar do resort, os pedidos não passaram pelo sistema padrão de cobrança, feito por meio de pulseiras com chip vinculadas à conta do hóspede. Ainda conforme a funcionária, os atendimentos ocorreram sem registro financeiro.

“Aqui quando cobra, a gente passa na pulseirinha. Mas deles não. Eles só pedem e a gente entrega”, disse a funcionária ao Estadão. Entre os itens solicitados durante a festa, o drink piña colada apareceu com frequência. No cardápio regular, o drinque custa R$ 48.

Procurado, o resort não respondeu aos questionamentos do Estadão sobre o consumo liberado ao ministro e aos convidados. A assessoria do STF também não se manifestou até a publicação da reportagem.

Relação de Toffoli com o empreendimento

Funcionários informaram que Toffoli costuma frequentar áreas reservadas do Tayayá, incluindo o condomínio Ecoview, setor mais exclusivo do complexo. Uma cota de hospedagem no espaço, com direito a quatro semanas por ano, tem valor de R$ 750 mil.

Durante a estadia da equipe do Estadão, outros empregados evitaram comentar o assunto e demonstraram desconforto quando o nome do ministro surgiu nas conversas. Naquele período, reportagens sobre o resort e a ligação empresarial de familiares de Toffoli já circulavam na imprensa.

Uma empresa administrada por dois irmãos do ministro, a Maridt Participações S/A, chegou a deter 33% do Tayayá. A participação foi vendida no ano passado ao advogado Paulo Humberto Barbosa. Antes disso, em 2021, parte da fatia já havia sido negociada com o fundo Arleen, controlado pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Toffoli atua como relator de processo no STF que envolve Vorcaro.

O Tayayá reúne piscinas, quadras, lago para atividades aquáticas e uma sala de jogos com máquinas de videoloteria. A modalidade funciona no Paraná desde 2024, com certificação da Lottopar, empresa vinculada ao governo estadual. O espaço também oferece serviço de bar aos frequentadores.

Leia também: “Advogado que comprou Tayayá é sócio majoritário de pista de pouso perto do resort

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3 comentários
  1. ELIAS
    ELIAS

    Como disse Cazuza, transformaram o país num imenso Puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro.

    1. Andre Luiz Rodrigues
      Andre Luiz Rodrigues

      E fica combinado que o consumo liberado foi só de bebida e que a orgia foi bancada só com recursos ganhos honestamente….

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