O empresário Paulo Humberto Barbosa — advogado do conglomerado dos irmãos Batista que comprou dos irmãos Toffoli parte do Resort Tayayá — tornou-se sócio majoritário do Aeródromo Manacá, nas proximidades do empreendimento. Ele tem 60% da sociedade, informou neste domingo, 25, o portal UOL.
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O restante da pista de pouso, equivalente a 40%, pertence ao empresário Tadeu de Jesus Ribeiro, responsável pelo projeto na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e idealizador das obras há seis anos. Barbosa declarou ao UOL que “Tadeu estava lutando há seis anos para construir esse aeroporto. Ele já tinha todas as licenças, mas precisava do apoio financeiro”.
Atualmente, a cidade de Ourinhos, localizada a cerca de 40 km do Tayayá, abriga o aeroporto mais próximo do resort, mas o terminal só recebe voos particulares. Hóspedes com alto poder aquisitivo desembarcam no local e seguem de helicóptero até o hotel. Barbosa havia planejado construir uma pista de pouso em uma fazenda de Ribeirão Claro, mais distante do Tayayá, mas abandonou o projeto porque os donos da área sugeriram mudanças e a proposta de Tadeu atendia melhor à localização desejada.
A expectativa é que o Aeródromo Manacá entre em funcionamento entre o fim deste ano e o começo de 2027. Mesmo com a proximidade ao Tayayá, o advogado destaca que o empreendimento servirá a toda a região, não apenas aos hóspedes do resort.
Advogado comprou parte dos irmãos Toffoli no Tayayá
No ano passado, Paulo Humberto adquiriu a participação que era da Maridt, empresa vinculada a José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Com isso, Paulo Humberto afirma ser o único proprietário do Tayayá atualmente. A Maridt já deteve um terço do capital do empreendimento.
Uma apuração do jornal O Estado de S. Paulo revelou que, em 2021, os irmãos de Toffoli negociaram metade de sua fatia no hotel com um fundo ligado ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Silvano Gersztel, executivo investigado por suspeita de lavagem de dinheiro no caso Master, intermediou a transação representando o fundo, segundo informações do mesmo jornal.
Relação entre Toffoli e o resort

O ministro Dias Toffoli costuma frequentar o Tayayá, chegando de helicóptero. Dados do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) mostram que, entre dezembro de 2022 e agosto de 2025, o Poder Judiciário disponibilizou segurança para membros do STF em Ribeirão Claro por 168 dias. Funcionários acreditam que Toffoli ainda é dono do empreendimento.
O caso Master está sob relatoria de Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal, o que gera contestação sobre sua imparcialidade para julgá-lo. Toffoli impôs sigilo à investigação.
Em 29 de novembro, Dias Toffoli viajou a Lima, no Peru, para assistir à final da Libertadores em avião particular do empresário Luiz Oswaldo Pastore. O advogado Augusto Arruda Botelho, que representa um diretor do Banco Master, também estava a bordo. O portal Metrópoles publicou vídeo mostrando Pastore com Toffoli no Tayayá em 2023.





































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