Durante o julgamento do núcleo 2 da suposta trama golpista, nesta terça-feira, 16, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse existir uma “celeuma” no entorno da suposta viagem de Filipe Martins a Orlando, em 30 dezembro de 2022. O assessor da Presidência para Assuntos Internacionais do governo Jair Bolsonaro ficou seis meses preso, em virtude disso. Nesse ínterim, a defesa apresentou documentos que comprovam que Martins estava no Brasil no período.
“Num primeiro momento, é importante destacar que a prisão realizada não tem relação com o mérito da ação”, observou Moraes. “Ela foi efetuada por representação da Polícia Federal e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, no sentido de uma possível tentativa de fuga do réu.”
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De acordo com Moraes, “há documentos, de um lado e de outro”, indicando que houve a tentativa e que não houve. “Há documentos iniciais das autoridades americanas dizendo que efetivamente havia entrado nos Estados Unidos”, sustentou. “Depois, há documentos de que, eventualmente, teria ocorrido uma falsificação nos EUA dessa entrada.”
“Ou seja, há, ainda, toda uma celeuma sobre essa entrada ou não, o que fez com que eu tivesse determinado a conversão da prisão preventiva em medidas cautelares”, argumentou Moraes. “A questão da veracidade ou não dessas informações prestadas, que ensejaram, naquele primeiro momento, a prisão de Filipe Martins, posteriormente convertida em cautelares, está sendo investigada de maneira apartada, decisão que tomei em 16 de outubro.”
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Suposta viagem de Filipe Martins citada por Moraes no STF

Em fevereiro, Oeste noticiou que Moraes já tinha dados de geolocalização de Martins no Brasil na data na qual teria viajado.
Ao levantar o sigilo da colaboração de Cid e de documentos relacionados, é possível identificar despachos do magistrado que mostram que ele possuía os documentos da operadora TIM e também da Uber desde outubro de 2023 — em julho do ano passado, Oeste revelou os comprovantes, obtidos pela defesa, mas que já haviam sido solicitados por Moraes meses antes, segundo decisões do próprio juiz do STF.
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