O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou, em uma live, uma nova vigília oração de para às 19h deste sábado, 22, em frente ao condomínio Solar de Brasília 2 no Jardim Botânico, área nobre de Brasília, onde é localizada a presidência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ato ocorre depois da prisão preventiva decretada contra Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio afirmou que a vigília é uma “resposta espiritual” ao que classificou como “arbitrariedades” do magistrado.
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Durante quase uma hora, Flávio fez um discurso emocionado — com falas religiosas, críticas políticas e críticas diretas a Moraes. O senador disse não enxergar mais “saída no plano humano” e afirmou que o Brasil vive “uma guerra espiritual”, pedindo que apoiadores compareçam para “orar pelas autoridades e pelo país”.
“Hoje, às 7 da noite, eu te espero lá”, declarou. “Vamos orar para que as autoridades recobrem o bom senso e para que essa autoridade se arrependa das arbitrariedades que cometeu.”
Alerta sobre a saúde de Bolsonaro

Flávio também voltou a afirmar que Bolsonaro sofre perseguição política e religiosa. Em tom dramático, acusou Moraes de ignorar laudos médicos apresentados pela defesa e insinuou risco à integridade física do ex-presidente:
“A saúde dele não é brincadeira, senhor Alexandre de Moraes. Você vai querer fazer mais uma vítima fatal das suas insanidades?”, interpelou o parlamentar na live.

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O senador disse ainda que não aceitará “intolerância religiosa”, repetindo que o ato convocado para esta noite seria originalmente uma reunião de oração — e não teria relação com qualquer tentativa de fuga, narrativa apontada no inquérito que levou à prisão de Bolsonaro.
Ainda durante a convocação, o parlamentar citou trechos de Provérbios 28 e 26, interpretando-os como uma metáfora para a situação política do país: “O que faz uma cova, nela cairá. Quem arma armadilhas contra inocentes cairá nelas”.
Críticas ao governo Lula

O filho do ex-presidente também ampliou o discurso para atacar o presidente Lula e a imprensa, afirmando que o atual governo exerce “perseguição” e que veículos de comunicação “passam pano 24 horas por dia” para o PT.
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“O Lula não anda na rua”, salientou. “Esse mentiroso continua comprando parte da mídia. Se mostrassem 1% das verdades do governo, ele já teria caído.”
Ele também acusou o governo de tentar interferir na sucessão política da direita e disse que qualquer pessoa que fale agora em substituição a Bolsonaro “é um canalha”.
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