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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será ouvido nesta terça-feira, 28, às 14h, pela Polícia Federal em um inquérito sobre suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A convocação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, depois de dificuldades da PF em agendar o depoimento com a defesa de Flávio. O caso começou em abril, depois de Flávio criticar Lula e Nicolás Maduro em uma postagem no X, onde insinuou que Lula seria delatado por crimes.
Depois de não haver acordo entre a defesa e a Polícia Federal sobre a data do depoimento, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem compromisso agendado nesta terça-feira, 28, às 14h, para ser ouvido no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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A convocação foi definida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o depoimento depois de a Polícia Federal relatar dificuldades em marcar a oitiva diretamente com os advogados do parlamentar. O caso teve início em abril, por solicitação do Ministério da Justiça, depois de Flávio publicar críticas no X sobre Lula e do ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.
Conteúdo da postagem e investigação
“Lula será delatado”, escreveu Flávio. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas.”
Segundo relatório da Polícia Federal, a postagem buscava associar o presidente Lula aos crimes citados. “Fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem”, tratou o texto da PF.
Recomendações da PGR e impasse sobre o depoimento
A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou que Flávio fosse ouvido antes de qualquer decisão sobre denúncia, e Moraes acatou o pedido. O ministro inicialmente deu dez dias para a PF cumprir a diligência, mas, no prazo, a corporação informou ao STF que tentou contato desde o início, inclusive sugerindo videoconferência, sem resposta positiva da defesa, que pediu mais tempo.
A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro alegou que não houve desinteresse, mas sim conflito de agendas por causa do período curto estipulado e aos compromissos do senador na pré-campanha presidencial. Moraes avaliou que não foram apresentados documentos que comprovassem a impossibilidade de marcar o depoimento dentro do prazo. Diante disso, determinou pessoalmente a nova data para garantir andamento regular das investigações, decisão registrada em 17.
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