Nesta segunda-feira, 8, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Polícia Federal (PF) um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre as “emendas Pix”, depois de concluir que auditorias identificaram “ilegalidades generalizadas” na execução dos recursos.
Conforme o juiz do STF, as análises mostram que municípios beneficiados pelas transferências especiais, ou seja, a modalidade que permite envio direto de verbas parlamentares sem convênios, continuam descumprindo requisitos constitucionais, normas de transparência, apesar de determinações anteriores da Corte.
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“Remanescem irregularidades na execução dos recursos provenientes de ‘emendas Pix’ nos municípios auditados, com falhas generalizadas no cumprimento dos Planos de Trabalho, no atendimento às condicionantes legais e na observância dos princípios da transparência e da rastreabilidade”, escreveu Dino.
Por isso, o magistrado determinou que a PF avalie se há crimes e instaure novas investigações. “Determino a extração de cópias e encaminhamento do 8º Relatório Técnico da CGU para que se verifique a existência de indícios de crimes”, determinou.
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Relatório sobre emendas será integrado a investigações, determina Flávio Dino

O envio do material à PF ocorre em meio ao aumento de apurações sobre o uso de emendas parlamentares em órgãos federais, estaduais e municipais.
Dino afirmou que há investigações abertas que envolvem a Codevasf, o Dnocs, secretarias estaduais e prefeituras.
De acordo com o ministro, a continuidade do processo estrutural na ADPF n° 854 é “imprescindível” para que a execução das emendas se adéque ao que determinam a Constituição e o plenário do STF.
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