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Política

Fraude no INSS: Polícia Federal desarticula esquema que criou 'idosos fictícios'

Quadrilha usou identidades falsas para desviar recursos públicos; prejuízo estimado é de R$ 11,5 milhões

O INSS e os órgãos de controle investigam quanto dinheiro foi deduzido ilegalmente
Foram cumpridos 3 mandados de prisão e 8 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Contagem e Betim, em Minas Gerais | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) e o Ministério da Previdência Social deflagraram, nesta terça-feira, 6, a Operação Egrégora, que desmontou um esquema de fraudes contra o sistema previdenciário. A investigação revelou a existência de uma organização criminosa especializada em criar identidades falsas de idosos para desviar recursos públicos.

A ofensiva resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e oito ordens de busca e apreensão nas cidades mineiras de Belo Horizonte, Contagem e Betim.

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Segundo a Polícia Federal, os criminosos fabricavam identidades fictícias a partir da falsificação de certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência. A estratégia era direcionada principalmente à obtenção de benefícios assistenciais voltados a idosos em situação de vulnerabilidade social.

As investigações mostraram que dez pessoas usaram 40 identidades forjadas e permitiram que o grupo recebesse ilegalmente valores por quase duas décadas. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 11,5 milhões — e, segundo a PF, a ação de hoje evitou um rombo adicional de R$ 5,2 milhões nos cofres públicos.

Os suspeitos poderão ser responsabilizados por estelionato qualificado e associação criminosa.

A fraude no INSS

A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, resultou em inquéritos contra 11 das 13 entidades investigadas. Entre 2019 e 2024, os descontos ultrapassaram R$ 6 bilhões, mas ainda não está claro quanto desse valor é ilegal.

Leia mais: “Engrenagem da corrupção”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 267 da Revista Oeste

As associações afirmam estar dispostas a colaborar com as investigações, embora algumas aleguem não ter acesso aos relatórios da auditoria.

A lista de entidades investigadas inclui:

  • Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos (Ambec);
  • Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi);
  • Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB);
  • Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen);
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag);
  • Universo Associação dos Aposentados e Pensionistas dos Regimes Geral da Previdência Social (AAPPS Universo);
  • União Nacional de Auxílio aos Servidores Públicos (Unaspub);
  • Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer); e
  • Apdap Prev, ABCB/Amar Brasil e Caixa de Assistência de Aposentados e Pensionistas do INSS (Caap).
Operação Sem Desconto
Operação Sem Desconto, deflagrada em abril | Foto: Divulgação/PF

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