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Política

Garotinho ataca Castro e Bacellar na CPI do Crime Organizado

Ex-governador do RJ já foi condenado por corrupção eleitoral, improbidade administrativa e coação de testemunhas

Garotinho CPI
Anthony Garotinho na CPI do Crime Organizado I Foto: Divulgação/Senado Federal

Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, nesta terça-feira, 16, Anthony Garotinho acusou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, de chefiarem grupos criminosos.

De acordo com Garotinho, ex-governador e secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, há dois grupos criminosos no Estado: o primeiro, o qual chamou de “turma do charuto”, envolveria a cúpula do Executivo fluminense; o segundo, apelidado de “tropa do Bacellar”, que envolve deputados da Alerj.

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Segundo o ex-governador, o esquema de corrupção está diretamente ligado às secretarias estaduais, onde acontece o que ele chamou de “captura do dinheiro”. Ele alega que a falta de experiência administrativa de Cláudio Castro levou à “terceirização” das pastas.

“O governador não era uma pessoa experiente — antes ele era vereador e caiu ali de paraquedas”, disse Garotinho. “Ele assumiu o cargo e terceirizou tudo. Entregou para o Rodrigo Bacellar para montar. Então, cada secretaria é um feudo, e cada um quer obter para si e para o grupo o maior lucro possível.”

O ex-governador ainda comparou a atual gestão do Rio de Janeiro ao governo de Sérgio Cabral, réu confesso em casos de corrupção e que soma mais de 400 anos de cadeia na soma de condenações. Garotinho afirmou que, caso haja uma investigação séria, “vai faltar presídio para autoridade” no Estado.

“Eu achava que não ia ver nada igual [à época do governo de Sérgio Cabral]”, disse Garotinho. “Eles só não estão roubando mais do que o Cabral porque, na época do Cabral, tinha a Copa do Mundo, Olimpíadas e muitas obras do PAC, que o governo federal colocou lá. Mas, em proporção, é uma coisa impressionante.”

Histórico de Garotinho

Anthony Garotinho começou na vida pública ao se eleger prefeito de sua cidade natal, Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Em 1999, ele se tornou governador do Rio de Janeiro, cargo que deixou para disputar as eleições presidenciais de 2002 — quando terminou em terceiro lugar.

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Garotinho foi sucedido no Palácio da Guanabara pela mulher, Rosinha Garotinho, e atuou durante o governo dela como secretário de Segurança Pública. Em 2010, o ex-governador foi eleito o deputado federal mais bem votado do Rio de Janeiro.

Ao longo da trajetória na política fluminense, Anthony Garotinho acumula diversas condenações e investigações judiciais. Em 2016, foi condenado por corrupção eleitoral no âmbito da Operação Chequinho, que apurou o uso do programa social Cheque Cidadão para favorecer aliados nas eleições municipais de 2016.

Garotinho também foi condenado por improbidade administrativa, envolvendo irregularidades em contratos firmados na Prefeitura de Campos dos Goytacazes.

Leia também: “Togas fora da lei”, reportagem publicada na Edição 245 da Revista Oeste

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